NOTÍCIAS

Depressão: Campanha pede empatia com as pessoas que sofrem com a doença

13
11

Lançada esta semana no país, a campanha de esclarecimento sobre a depressão "Pode Contar", com enfoque na empatia, ou seja: a capacidade de familiares e amigos se colocarem no lugar da pessoa que sofre  com a depressão. O conteúdo da ação está disponível no portal coletivopodecontar.com.br.

 

A presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Carmita Abdo, fala que a empatia não é passar a mão na cabeça ou sentir pena de quem sofre com a doença, mas se colocar no lugar do outro: “É se reconhecer no outro. Nós na ABP falamos muito de combater o estigma da depressão e nada melhor que exercitar a empatia”, disse.

 

De acordo com a médica, a empatia envolve processos afetivos e cognitivos e se traduz na capacidade de perceber os sentimentos e emoções da outra pessoa, sem julgamentos. Segundo ela, as doenças mentais estão entre as dez patologias mais prevalentes de um total de 32 doenças incapacitantes para o trabalho.

 

Diagnóstico

Para a cardiologista Roberto Miranda, da Faculdade de Medicina da USP, muitas vezes é o médico primário, como cardiologista ou ginecologista, que identifica os sintomas.

 

“Muitos pacientes têm alterações cardíacas, dor de cabeça, dor no peito, palpitações e crises de hipertensão. Eles vinham ao pronto-socorro com essas crises e, após o tratamento contra a depressão, não voltavam mais ao atendimento de emergência”, alerta.

 

O especialista explica que a depressão tem também relação com outros eventos cardiovasculares e está associado ao aumento do risco de infarto.

 

Tratamento

Táki Cordás, coordenador de ambulatório no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, disse que quanto menos desenvolvida é a sociedade, maior a demora para se buscar ajuda. “Estima-se que 70% das pessoas que precisam de tratamento não estão recebendo”, disse ele.

 

O tempo do tratamento pode variar conforme a quantidade de crises apresentadas pelo paciente. Dependendo do caso, pode ser de um ano ou, para aqueles que sofreram mais de três crises na vida, o tratamento pode durar a vida inteira. O paciente que toma a medicação por seis meses e decide descontinuar o uso tem 80% de chances de sofrer uma recaída.

 
*Texto adaptado de Agência Brasil.
 
 

© 2018 BML PATOLOGIA - Todos os direitos reservados | (47) 3326-2230 | contato@bmlpatologia.com.br