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NOTÍCIAS

OMS muda orientações para o trabalho de parto

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O crescimento no número de intervenções médicas desnecessárias durante o trabalho de parto fez com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelecesse, no início de 2018, novas recomendações.
 
São 56 diretrizes que priorizam o parto natural e humanizado, o respeito às escolhas da gestante e reforçam o diálogo entre paciente e médico ginecologista obstetra.
 
Na série de diretrizes da OMS, a instituição sugere que as gestantes possam se alimentar e façam caminhadas durante o trabalho de parto, de forma que não fique restrita ao leito. Recomenda ainda a presença de acompanhantes, prioriza a posição vertical, que favorece a iniciação do parto, e estimula, inclusive, o contato pele a pele depois que o bebê nascer.
 
A regra é que, no parto sem qualquer complicação, não há necessidade de nenhuma intervenção externa, segundo os especialistas — segundo a OMS, 140 milhões de partos são realizados no mundo todos os anos, a maioria deles sem intercorrências.
 
A OMS condena, especialmente, o uso de medicamentos que aceleram o trabalho de parto, geralmente desnecessários e invasivos, e reforça a importância de um acompanhante de confiança da gestante.
 

Cientistas desenvolvem anticoncepcional para homens

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Enquanto as mulheres têm diversos métodos contraceptivos à disposição, os homens contam apenas com o preservativo e a vasectomia, o que dá a impressão de que a contracepção é uma preocupação majoritariamente feminina. Mas, ao que depender dos cientistas, isso vai mudar logo com o desenvolvimento de novos protótipos de anticoncepcionais orais masculinos.
 
É o caso da dimetandrolona undecanoato, também chamada de DMAU, substância que tem se mostrado segura e efetiva para consumo. Assim como a pílula feminina, o anticoncepcional para homens combina a atividade de andrógenos, como a testosterona, e progestina, e deve ser tomado uma vez ao dia.
 
“O DMAU é um importante passo no desenvolvimento de uma ‘pílula masculina’ diária”, destaca Stephanie Page, professora de medicina na Universidade de Washington e coautora do novo estudo. “Muitos homens afirmam que prefeririam uma pílula diária como contraceptivo reversível do que injeções de longa atuação ou géis tópicos, que também estão sendo desenvolvidos.”
 

Em 12 anos gastos com diabetes no Brasil podem dobrar

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03
O avanço da diabetes no Brasil pode fazer com que os custos diretos e indiretos da doença dobrem até 2030, aponta pesquisa divulgada pela universidade britânica King's College, em parceria com a Universidade de Gottingen (Alemanha).
 
O estudo, que levantou dados de 180 países, levou em conta tanto despesas com o tratamento médico do diabetes quanto os impactos na atividade econômica – como a perda de produtividade de trabalhadores e as mortes prematuras decorrentes da doença e de males associados, como problemas cardíacos.
 
Segundo o levantamento, os gastos do Brasil com a diabetes foram de US$ 57,7 bilhões (R$ 190 bilhões, em valores atuais) em 2015. Até 2030, essas despesas podem subir para US$ 97 bilhões, segundo estimativas mais conservadoras, ou US$ 123 bilhões (R$ 406 bilhões), no pior dos cenários avaliados pelo estudo europeu.
 
O diabetes tem sido visto como a próxima epidemia global, e aumentado na maioria dos países. Isso tem causado uma dificuldade em enfrentar a doença.
 

Justiça libera venda de Aedes Aegypti transgênico

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03
A Justiça Federal em Brasília liberou, nesta quinta-feira, dia 22, a venda de mosquitos Aedes aegypti geneticamente modificados para o combate de doenças transmitidas pelo inseto – como a dengue, a febre chikungunya e o vírus da zika. A sentença se baseia em um parecer de 2014 que declarou o mosquito transgênico como inofensivo.
 
Na decisão, o juiz substituto da 20ª Vara Federal Renato Borelli determina que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspensa os processos em curso que tratam da regulação e da liberação comercial do Aedes – registrado oficialmente como "OX513A". Cabe recurso.
 
O mosquito geneticamente modificado foi desenvolvido pela unidade da britânica Oxitec em Piracicaba (SP). Segundo a empresa, a alteração genética afeta os mosquitos machos – que não picam –, e faz com que os "filhos" deles morram antes de chegar à fase adulta.
 
A ideia é que esses mosquitos sejam lançados nas ruas das cidades, de acordo com um cronograma específico, e cruzem com as fêmeas selvagens. Segundo o site da empresa, os descendentes herdam os genes inseridos e morrem antes de chegar à fase adulta, diminuindo, portanto, a população de Aedes aegypti adultos.
 
 

Estudos dizem que maioria das pessoas que tem dor na lombar recebem tratamento errado

22
03
A dor na lombar é a principal causa de incapacitação no trabalho e afeta em média 540 milhões de pessoas em todo o mundo, avaliam estudos publicados nesta quarta-feira, dia 21, no "The Lancet". Ainda, a maioria dos pacientes com dores recebem o tratamento errado quando procuram um especialista.
 
Para chegar a essas conclusões, pesquisadores fizeram uma revisão sistemática de estudos publicados entre 1990 e 2016 em 195 países. A partir desses dados, foram publicados dois estudos científicos no "The Lancet " e um artigo de opinião de especialistas.
 
Na avaliação dos pesquisadores do estudo, a primeira opção de tratamento para a condição deveria ser feito na atenção primária, com a indicação de reeducação postural e a manutenção da rotina diária.
 
O que acaba acontecendo, entretanto, é que a maioria dos pacientes volta para a casa com medicamentos e a indicação de pararem de trabalhar -- embora diretrizes mais recentes demonstrem que fisioterapia e manutenção da atividade física e de uma vida ativa seriam mais eficazes.
 

Faltam médicos em cidades do interior do Brasil

21
03
Em menos de cinco décadas, o total de médicos no Brasil aumentou 665,8%, índice muito maior do que o crescimento total da população do país, que foi de 119,7%. No entanto, esse rápido aumento não se traduziu em uma distribuição mais igualitária de profissionais. Essa é a conclusão da "Demografia Médica 2018", divulgada nesta terça-feira pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
 
Apesar de contar, em janeiro de 2018, com 452.801 médicos (razão de 2,18 médicos por mil habitantes), o Brasil ainda sofre com a escassez desses profissionais em muitas cidades do interior.
 
Considerando-se as regiões Norte e Nordeste, apenas o estado do Tocantins tem mais médicos no interior do que na capital (56,8% contra 43,2%). No extremo oposto está o Amazonas, onde 93,1% dos médicos se encontram na capital, Manaus, que por sua vez, abriga pouco mais da metade dos cerca de 4 milhões de habitantes do estado.
 
Esse quadro de escassez de médicos nos interiores se repete em estados como: Sergipe, com 91,8% de seus médicos em Aracaju, e Amapá, com 89,5% dos médicos em Macapá. Em nove outros estados, mais de 70% dos médicos estão nas capitais. Um quadro diferente se observa nas regiões Sul e Sudeste, onde, além de maior taxa de médico por habitantes nos estados como um todo, há uma presença importante de profissionais nas cidades do interior.
 

Anvisa vai liberar importação de três remédios de alto custo após decisão judicial

20
03
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta segunda-feira, dia 19, que permitirá ao Ministério da Saúde prosseguir com o processo de importação dos medicamentos Aldurazyme, Fabrazyme e Myozyme, todos de alto custo e voltados a pacientes com doenças raras.
 
A importação dos medicamentos está suspensa porque, segundo a Anvisa, a empresa vencedora da licitação, a Global Gestão em Saúde S.A., não possui a documentação necessária para comprovar a segurança na distribuição dos medicamentos, chamada de Declaração do Detentor do Registro (DDR).
 
A exigência desta licença causou uma intensa batalha jurídica, inclusive entre a Anvisa e o Ministério da Saúde, que chegou a criticar a agência por dificultar a importação dos medicamentos. A Anvisa, porém, afirma que tal exigência não é uma mera "burocracia", mas sim a única forma de garantir que o remédio é "efetivamente legítimo, não é uma falsificação".
 
A decisão da agência de liberar a importação dos medicamentos, ainda que sem a licença, foi tomada após duas decisões judiciais. Na última sexta-feira, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou que a Anvisa procedesse com a concessão da licença, sob pena de multa e de prisão ao presidente da agência, Jarbas Barbosa.
 

Estados Unidos estudam diminuir nicotina nos cigarros

19
03
O FDA (Food And Drug Administration), órgão que regulamenta medicamentos nos Estados Unidos, lançou um plano de ação para diminuir a quantidade de nicotina no cigarro a níveis muitos baixos ou com quantidade tão insignificante que o vício não poderia ser deflagrado.
 
Também foi aberta uma consulta pública que ficará 90 dias à espera de contribuições.
A medida, segundo o FDA, vem na esteira do reconhecimento dos limites das medidas tentadas ao longo dos anos para diminuir o impacto do tabaco na saúde pública.
 
O cigarro, diz o FDA, é o único produto legal que vai matar quase metade dos seus consumidores a longo prazo.
 
Scott Gottlieb, diretor da FDA, disse que os Estados Unidos estão "em uma encruzilhada" quando se trata da tentativa de diminuir o impacto do cigarro e que novas ferramentas precisam ser pensadas.
 

SUS terá novo tratamento para a hepatite C

16
03
O Sistema Único de Saúde passou a oferecer gratuitamente um novo medicamento para a hepatite C. Trata-se da combinação de duas substâncias (elbasvir e grazoprevir) que tratam os tipos 1 e 4 do vírus.
 
A decisão foi publicada nesta quinta-feira, dia 15, no Diário Oficial da União. O medicamento estará disponível em 180 dias a partir dessa data.
 
Em comparação com outros tratamentos disponíveis, a introdução da droga no país pode gerar uma economia de 68 a 87 milhões de reais no primeiro ano de adoção, segundo relatório de comitê que avaliou a nova droga.
 
O medicamento inibe a reprodução do vírus da hepatite C para que haja menos cópias no organismo e, com isso, menos sintomas associados. O índice de resposta é de acima de 90%.
 

Planos de saúde lideram ranking de reclamações de consumidores

15
03
Os planos de saúde fazem parte do setor que mais recebeu reclamações direcionadas ao atendimento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Segundo o levantamento, os contatos relacionados às seguradoras da área somaram 23,4% do total em 2017. O setor fica no topo do ranking pelo terceiro ano consecutivo.
 
Segundo o Idec, a maior parte das reclamações dos consumidores vem sobre o reajuste abusivo dos planos, especialmente os empresariais e os coletivos. Além disso, as negativas de cobertura e falta de informações sobre certos detalhes incomodaram muitos usuários.
 
Se há uma boa notícia, é a de que a porcentagem de queixas em 2017 foi menor do que a dos dois anos anteriores. Em 2015, 32,7% das reclamações junto ao Idec correspondiam aos planos de saúde. O número caiu para 28,06% em 2016 e, agora, ficou na casa dos 23,4%. 
 

Novo método faz com que câncer de mama responda a tratamento convencional

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03
Cientistas da Universidade de Lund, na Suécia, encontraram uma maneira de fazer com que cânceres de mama mais agressivos respondam ao tratamento convencional. A estratégia em fase inicial foi publicada na "Nature Communication" e teve como primeiro autor o pesquisador Kristian Pietras.
 
O câncer de mama é geralmente tratado com terapia hormonal que busca limitar a ação dos hormônios femininos. Quase 70% dos tumores crescem na presença do estrogênio, hormônio que controla tamanho dos seios, ovulação e até o brilho da pele, mas que também tem o papel de "alimentar" tumores de mama.
 
Com isso, a terapia mais comum hoje para o câncer de mama visa bloquear a ação do estrogênio não só no tumor presente nos seios, mas em outras partes do corpo caso ele tenha se espalhado. Os medicamentos mais comuns são o tamoxifeno e o toremifeno.
 
Há, no entanto, aqueles tumores que não respondem ao tratamento com hormônio (em torno de 10 a 15%) - e, por esse motivo, são considerados mais agressivos.
 

Doenças intestinais aumentam risco de infarto

13
03
Dor, queimação, diarreia… As doenças inflamatórias intestinais (DII) são um tormento para milhões de pacientes ao redor do globo. E uma pesquisa recém-lançada mostra que suas repercussões não se limitam ao aparelho digestivo: o problema também está relacionado com o ataque cardíaco.
 
A descoberta vem do Hospital Universitário do Centro Médico de Cleveland, nos Estados Unidos. Os experts analisaram os prontuários médicos de 17,5 milhões de pacientes e descobriram que 211 mil deles (o equivalente a 1,2% do total) tinham sido diagnosticados com Crohn ou retocolite ulcerativa.
 
Quando os dados foram comparados aos de indivíduos saudáveis, as taxas de infarto eram 23% maiores naqueles com algum desses distúrbios intestinais. Pior: entre os sujeitos mais jovens, a probabilidade de um piripaque no coração era nove vezes superior. E olha que eles descartaram a influência de outros componentes decisivos nesse processo, como colesterol alto, diabetes e hipertensão.
 
Informações tão contundentes motivaram os autores da pesquisa a considerar que as doenças inflamatórias intestinais são, por si só, um fator de risco para males cardiovasculares. O levantamento será apresentado no domingo, dia 11 de março, durante as Sessões Científicas Anuais do Colégio Americano de Cardiologia, um dos mais importantes congressos da área.
 

Estudo diz que vitamina D reduz risco de câncer

12
03
A vitamina D, substância que a gente garante a partir da exposição ao sol, traz benefícios para a manutenção do esqueleto, já que ajuda fixar o cálcio e o ferro em ossos e dentes. Mas a ciência vem demonstrando que o nutriente tem outras cartas na manga. Recentemente, um estudo publicado no renomado British Medical Journal (BMJ) reforçou, por exemplo, o potencial dessa vitamina na prevenção do câncer.
 
O diferencial da pesquisa é que foram avaliados 33.736 homens e mulheres do Japão. Até agora, a maioria dos trabalhos levava em conta populações europeias e americanas. E, como a presença de vitamina D no organismo pode variar de acordo com a etnia, é importante verificar se os mesmos efeitos são observados em todo mundo.
 
No início do trabalho, conduzido por pesquisadores do Centro de Ciências da Saúde Pública do Centro Nacional de Câncer no Japão, os participantes forneceram informações detalhadas sobre histórico médico, dieta e hábitos de vida, além de amostras de sangue para que os níveis de vitamina D pudessem ser medidos.
 
Vale lembrar que as taxas dessa molécula na circulação variam durante o ano, já que a incidência de raios solares influencia bastante nesse aspecto. Pois os cientistas levaram esse detalhe em conta antes de dividir as pessoas em quatro grupos, do menor para o maior nível de vitamina D no corpo.
 
Toda essa gente foi acompanhada por mais ou menos 16 anos, período no qual foram detectados 3 301 novos casos de câncer.
 
Após ajustar diversos fatores de risco para a doença (como idade, peso, tabagismo e por aí vai), os experts concluíram que os maiores níveis de vitamina D estavam associados a uma redução de aproximadamente 20% na probabilidade de desenvolver qualquer tipo de câncer.
 
Para tumor de rim, o risco caía de 30 a 50%, sendo que o impacto protetor ficou mais evidente em homens do que em mulheres. Já em relação a tumores de pulmão e próstata não foi encontrado nenhum elo. Uma boa notícia é que o grupo com ótimas doses de vitamina D no sangue não apresentou aumento de risco para nenhum tipo de câncer.
 

Tomar sol pode reduzir risco de esclerose múltipla

09
03
Ficar mais exposto ao sol, especificamente aos raios UV-B, pode ajudar na prevenção da esclerose múltipla mais tarde. É o que diz um estudo publicado na "Neurology", publicação da Academia Americana de Neurologia.
 
Segundo a pesquisa, pessoas que vivem em regiões muito ensolaradas tiveram 45% menos chance de desenvolver a doença. Se houve uma alta exposição pessoal especificamente entre os 5 e 15 anos, e maior tempo ao ar livre, o risco pode ser reduzido em até 55%.
 
Para chegar à conclusão, pesquisadores selecionaram 151 mulheres com esclerose múltipla e 235 sem a doença. As idades eram similares: em torno de 40 anos e as participantes viviam em diferentes regiões dos Estados Unidos.
 
Primeiro, participantes preencheram questionários sobre o verão e sobre o inverno de onde moraram. Elas também relataram a exposição pessoal ao sol.
 
As mulheres foram divididas em três grupos: exposição solar alta, moderada e baixa. Foram consideradas a latitude e longitude de onde vivem, bem como a duração de raios solares no verão e no inverno.
 
Outros estudos já associaram níveis mais baixos de vitamina D (adquirida na exposição ao sol) a um risco aumentado para a esclerose múltipla.
 

Estudo diz que origem da ansiedade pode estar no tamanho da cintura

08
03
A ansiedade é um dos transtornos mentais mais comuns, principalmente entre mulheres - as mais afetadas pelo problemas. Apesar de poder ser causada pro diversos fatores, um novo estudo sugere que a quantidade de gordura abdominal de uma mulher pode influenciar as chances dela desenvolver o transtorno. Os resultados da pesquisa foram publicados nesta quarta-feira, dia 7, no jornal científico da Sociedade Americana para Menopausa (NAMS, na sigla em inglês).
 
O estudo, que analisou dados de mais de 5.580 mulheres de meia-idade (o que significa que tinham uma média de idade de 49.7 anos) latino-americanas, analisou a relação de causa e efeito para determinar se uma maior gordura abdominal (definida pela relação cintura-altura) poderia aumentar as chances de uma mulher desenvolver ansiedade.
 
Apesar de essa não ser a primeira vez que essa relação é estudada, a pesquisa é a primeira deste tipo a usar relação cintura-altura como fator específico para o transtorno. A relação cintura-altura se mostrou como um indicador que melhor avalia riscos de doenças cardiovasculares.
 
No artigo sobre a associação entre relação cintura-altura e ansiedade, há a informação de que 58% da população estudada estava em uma fase pós-menopausa e que 61, 3% reportaram ter tido ansiedade.
 
Os pesquisadores descobriram que aquelas mulheres que tinham maior tamanho da cintura em comparação com a altura (com terços médio e superior de relações cintura-altura) eram significativamente mais propensas a ter ansiedade. E aquelas com terço superior eram mais propensas a manifestarem sinais de ansiedade em comparação com mulheres nos dois terços abaixo.
 
A pesquisa mostrou também um aumento na frequência da ansiedade em mulheres durante a meia idade, provavelmente como um resultado da queda nos níveis de estrogênio, que tem uma função de neuroprotetor.
 

Anvisa aprova remédio para prevenção do AVC

07
03
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta terça-feira, dia 6, um novo medicamento que evita a coagulação do sangue e, com isso, previne condições como o AVC (Acidente Vascular Cerebral).
 
A droga, chamada de Lixiana (edoxabana), também previne trombose venosa e embolia pulmonar. Essas condições têm em comum o fato de que podem ser causadas por pequenos coágulos que bloqueiam a passagem do sangue.
 
A Edoxabana pertence à classe de novos anticoagulantes que começaram a ser pesquisados a partir dos anos 2000. Esses medicamentos se ligam a um composto que coagula o sangue (fator Xa), impedindo sua ação. São as chamadas terapias de ação direta.
 
Terapias da geração anterior, como a comum varfarina (usada há mais de 50 anos), têm ação indireta porque atuam sobre a vitamina K usada por esses compostos - ao invés de agirem diretamente no fator (como a Lixiana).
 
Com essa ação sobre a vitamina, essas terapias interagem com a alimentação, diminuindo sua eficácia - característica que não ocorre com as drogas atuais. A nova droga foi aprovada em 2011 no Japão e em 2015 nos Estados Unidos.
 

Atual surto de Febre Amarela já é maior que o anterior

06
03
Com 723 casos e 237 mortes por febre amarela confirmadas, o País já vive um surto pior do que o anterior. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o número de registros entre 1º de julho de 2017 e 28 de fevereiro deste ano já supera em 25% o do mesmo período de 2016/2017, quando foram confirmados 576 casos e 184 óbitos.
 
De acordo com o ministério, a alta se explica pelo fato de o surto atingir, neste ano, regiões metropolitanas com maior contingente populacional e algumas áreas que não tinham recomendação de vacina. Hoje, o vírus circula por locais que reúnem cerca de 32,3 milhões de pessoas. Já entre 2016 e 2017, a doença se espalhou por regiões com 8 milhões de habitantes.
 
O fenômeno explicaria o fato de, embora o número de casos ter crescido, a incidência da doença ser menor do que a do surto anterior. A taxa no período de monitoramento 2017/2018 é de 2,2 casos por 100 mil habitantes. Já na sazonalidade passada, 2016/2017, o mesmo índice foi de 7,1 por 100 mil.
 

Cientistas propõem classificar diabetes adulto em cinco tipos

05
03
Separar o diabetes surgido na idade adulta em cinco diferentes tipos - no lugar de apenas tipo 1 e tipo 2 como é feito atualmente - pode ajudar a melhor decidir o tratamento para cada paciente, num primeiro passo rumo à medicina de precisão contra a doença, mostra estudo feito na Suécia e Finlândia e publicado no periódico científico “The Lancet Diabetes & Endocrinology”. Segundo os cientistas, os cinco tipos de diabetes identificados na pesquisa têm diferentes características com complicações também diferentes, o que ilustra a variedade de tratamentos requerida pelos pacientes.
 
As taxas de prevalência de diabetes estão subindo no mundo inteiro, mais rápido que outras desordens, tornando o mal um fardo à saúde global mais significativo também. Ainda assim a classificação médica do diabetes não sofre alterações há 20 anos, ainda se baseando principalmente nos níveis de açúcar no sangue.
 
O diabetes do tipo 1 geralmente é diagnosticado ainda durante a infância, provocada pelo fato do corpo do paciente não ser capaz de produzir insulina suficiente. O diabetes do tipo 2, no entanto, se estabelece quando o corpo não consegue produzir insulina o bastante para atender à crescente demanda imposta por fatores como obesidade e resistência insulínica, frequentemente mais tarde na vida. A maior parte dos casos diagnosticados no mundo é do tipo 2, algo entre 75% e 85%, e embora se saiba que este tipo apresenta grande variabilidade, pouco foi feito para explorar essas distinções do ponto de vista clínico.
 
“As evidências sugerem que o tratamento precoce do diabetes é crucial para prevenir complicações que podem encurtar a vida. Um diagnóstico mais acurado do diabetes pode então nos dar valiosas pistas de como ele vai evoluir com o tempo, permitindo-nos prever e tratar as complicações antes que elas se desenvolvam”, justifica Leif Groop, pesquisador do Centro para Diabetes da Universidade Lund, na Suécia, do Instituto para Medicina Molecular da Finlândia e primeiro autor do estudo no “The Lancet Diabetes & Endocrinology”.
 
Os protocolos de tratamento existentes são limitados pelo fato de responderam ao mau controle metabólico de quando o diabetes se desenvolveu, mas não nos dão maneiras de prever que pacientes precisarão de um tratamento mais intensivo. Este estudo nos leva a um diagnóstico mais útil do ponto de vista clínico, e representa um importante passo na medicina de precisão do diabetes.
 
O novo estudo teve como base quatro outros estudos de coorte envolvendo quase 15 mil pacientes com 18 anos ou mais então recém-diagnosticados com diabetes na Suécia e Finlândia. Os cientistas analisaram seis medidas usadas para monitorar os pacientes que refletem aspectos chave da doença: idade do diagnóstico, índice de massa corporal, controle glicêmico de longo prazo, funcionamento das células produtoras de insulina no sangue, resistência à insulina e presença de anticorpos associados ao diabetes autoimune. Eles também fizeram análises genéticas dos pacientes, e compararam a progressão da doença, tratamento e o desenvolvimento de complicações associadas à doença em cada tipo de diabetes.
 
Numa primeira análise de uma coorte de 8.980 adultos, os pesquisadores identificaram um tipo de diabetes autoimune e quatro subtipos distintos de diabetes do tipo 2. Eles então testaram seus achados em mais três coortes com um total de 5.795 pessoas, mostrando que os cinco diferentes tipos identificados também estavam presentes nestes pacientes.
 

Pesquisa relaciona álcool e agressividade

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A ingestão de álcool é recorrentemente relacionada a comportamentos agressivos. Para compreender melhor por que uma pessoa pode se tornar violenta após consumir bebida alcoólica, pesquisadores recorreram à ressonância magnética para medir o fluxo sanguíneo no cérebro nesse tipo de situação. Após a ingestão de apenas dois drinques, os cientistas puderam notar, a partir das imagens analisadas durante o experimento, mudanças no funcionamento do córtex pré-frontal, área relacionada ao planejamento de comportamentos e pensamentos complexos, expressão da personalidade, tomada de decisões e comportamento social. Essa região do cérebro está envolvida no aumento do nível de agressividade das pessoas.
 
O estudo foi liderado por Thomas Denson, pesquisador da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, e foi publicado no jornal científico “Cognitive, Affective, & Behavioral Neuroscience”, publicação oficial da Psychonomic Society.
 
As evidências trazidas pela pesquisa corroboram diversas teorias desenvolvidas na últimas décadas. De acordo com elas, a explicação para nos tornarmos violentos após a ingestão de bebidas alcoólicas estaria em uma alteração no funcionamento do córtex pré-frontal. No entanto, a ausência de imagens neurais dificultava o embasamento dessa prerrogativa. Ainda faltava saber quais outras regiões do cérebro seriam impactadas pelo uso do álcool.
 
Para realizar o estudo, Denson e sua equipe contaram com a participação de 50 rapazes jovens e saudáveis. Destes, 23 receberam dois drinques contendo vodca. Os outros 27 ganharam doses de placebo, ou seja, bebidas sem nenhum teor alcoólico.
 
Os jovens, com idades entre 18 e 30 anos, foram convocados para participar da adaptação de uma atividade chamada “Paradigma de agressividade de Taylor” (em tradução livre), em que, a partir de uma competição, aquele que vence pode escolher como “punir” o seu oponente. Esta é uma tarefa que vem sendo utilizada regularmente nos últimos 50 anos para observar níveis de agressividade em resposta a provocações. Durante a atividade, os participantes foram monitorados por ressonância magnética.
 
Os cientistas puderam então examinar que regiões cerebrais eram ativadas quando os voluntários realizavam a tarefa proposta e no momento em que se comportavam de forma mais agressiva. O experimento com ressonância magnética ainda permitiu aos pesquisadores comparar a diferença entre as imagens de participantes que haviam consumido álcool com aqueles que tinham ingerido doses de bebida sem teor alcoólico.
 
Os cientistas dizem ter chegado a alguns resultados importantes. O primeiro deles é que o álcool reduziria a ativação do córtex pré-frontal e dos sistemas límbico e de recompensa, o que poderia ter relação com o comportamento agressivo. O segundo aponta que o álcool pode moderar a relação entre o córtex pré-frontal e a agressividade.
 
Outro ponto levantado pela pesquisa indica que as respostas neurais dos participantes não foram influenciadas por provocações feitas durante a experiência. Ainda assim, quando os participantes se comportavam de modo agressivo, havia uma depressão, entre aqueles que haviam consumido bebida alcoólica, na atividade do córtex pré-frontal. Esse efeito “amortecedor” também foi visto nas áreas do cérebro que estão envolvidas no sistema de recompensa. Além disso, uma atividade aumentada também foi notada no hipocampo, a parte do cérebro associada à memória.
 

Vacinas de células-tronco podem frear desenvolvimento de câncer

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Uma vacina feita com células-tronco derivadas do próprio paciente pode se tornar mais uma poderosa arma no arsenal dos médicos na luta contra o câncer. Um experimento realizado por cientistas da Universidade de Stanford, nos EUA, com camundongos, revelou que a técnica conseguiu barrar ou frear o desenvolvimento de tumores de mama, pulmão e pele nos animais, numa chamada “prova de conceito” que mostrou seu potencial para o tratamento e controle da doença no futuro.
 
Células-tronco são capazes de se transformarem em células de qualquer tecido do corpo e, para isso, se reproduzem muito rápido. Característica que é compartilhada pelas células cancerosas, cuja reprodução descontrolada forma os tumores sólidos. Assim, umas e outras também apresentam estruturas moleculares semelhantes na sua superfície que podem provocar uma reação do sistema imunológico, conhecidas como antígenos.
 
E foi justamente este atributo que os cientistas exploraram na vacina para “ensinar” o sistema imunológico a atacar as células cancerosas. Para tanto, eles primeiro coletaram células adultas, isto é, já diferenciadas, dos animais e as “forçaram” a regredir ao estágio de células-tronco similar ao de embriões, chamadas células-tronco de pluripotência induzida (iPSC, na sigla em inglês). Depois, os pesquisadores “desativaram” estas células com radiação, impedindo que começassem a se reproduzir e se tornassem elas próprias um “câncer”, para, por fim, injetá-las nos animais.
 
Ao todo, 75 camundongos receberam versões da vacina com as células-tronco de pluripotência induzida no experimento. Após quatro semanas, 70% deles exterminaram células tumorais de câncer de mama introduzidas nos seus organismos, enquanto os 30% restantes desenvolveram tumores significativamente menores que os observados nos animais do grupo de controle, que não recebeu a vacina.
 
 

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