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NOTÍCIAS

Obesidade antes dos 19 pode aumentar risco de morte antes dos 60 anos

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O excesso de peso tem sido associado a diversos problemas de saúde e as taxas de obesidade entre crianças e adolescentes, cada vez maiores, preocupam a comunidade médica. Não à toa: um recente estudo mostrou que ser gordinho até 19 anos aumenta os riscos de mortes por doenças infecciosas na meia idade.
 
De acordo com a pesquisa, publicada no periódico científico Journal of Obesity, o sobrepeso na juventude está associado a maiores chances de óbito por pneumonia e sepse (infecção generalizada) antes dos 60 anos de idade.
 
Os pesquisadores analisaram dados de saúde de 2,3 milhões de jovens entre 17 a 19 anos, avaliando informações como altura, peso, quadros de diabetes, asma, problemas visão, entre outros. Em seguida, foi feito um cruzamento dos resultados com as causas de morte do Ministério da Saúde de Israel, focando na relação entre índice de massa corporal (IMC) e mortes por doença infecciosas.
 
Segundo o levantamento, das 2,3 milhões dos participantes do estudo, 689 morreram de doenças infecciosas na meia idade. Entre as mulheres, o risco de mortes por doenças infecciosas era sete vezes maior em comparação com aquelas que estavam com peso adequado. No caso dos homens, o risco era 2,3 vezes maior por doenças infecciosas.
 

Pílula analisa flatulência e detecta problemas no sistema digestivo

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01

Cientistas desenvolveram uma pílula capaz de transmitir informações sobre o intestino dos pacientes. O comprimido detecta os gases emitidos e envia os dados sobre eles para o celular.

 

“Quanto mais conseguirmos analisar o teor desses gases mais informações teremos sobre o intestino dos pacientes e ajudar a diagnosticar doenças gastrointestinais”, disse o professor Kourosh Kalantar Zadeh, da RMIT University, na Austrália.

 

Atualmente a pílula está em teste em seres humanos. Zadeh diz que "há diferentes tipos de intolerância. Temos uma série de malabsorções de carboidratos, como podemos diferenciá-las? Como elas impactam o intestino? E em quais pontos?"

 

Ou seja: no futuro, o diagnóstico de uma doença complexa pode ser feito com a simples ingestão de uma pílula.

 

Foto: RMIT University/Peter Clarke

Estudo indica que remédio contra hepatite C é eficiente também contra zika

29
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Um remédio comumente usado para tratar hepatite C se mostrou eficaz para impedir os efeitos do vírus da zika, em um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego, nos EUA, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). O trabalho, divulgado na revista "Scientific Reports", revela que o medicamento conseguiu não apenas restaurar as células neurais infectadas pela zika, como também bloquear a transmissão do vírus para o feto — no caso de gestantes.
 
Testado tanto em camundongos como em culturas de células humanas, o experimento indica que há um potencial tratamento para a doença, o que ainda precisa ser confirmado por pesquisas futuras. É o que afirma o autor principal do estudo, Alysson Muotri, professor de Pediatria e Medicina Molecular na universidade americana.
 
Os surtos do vírus da zika no Brasil, em 2015 e 2016, foram marcados por um aumento da incidência de recém-nascidos com malformações congênitas, principalmente a microcefalia, condição que faz os bebês terem um tamanho de cabeça reduzido, o que traz problemas neurológicos.
 

Ministério da Saúde confirma 53 mortes por febre amarela no Brasil

26
01
O Ministério da Saúde divulgou um novo balanço sobre as mortes por febre amarela no país. Subiu para 53 o número de óbitos confirmados pela doença. O número de casos também se elevou: são 130 confirmados. Outros 162 estão sendo investigados.
 
Os dados se referem ao período entre julho de 2017 e 23 de janeiro de 2018. Antes, os dados indicavam 35 casos e 20 mortes (entre julho de 2017 e 16 de janeiro de 2018).
 
São Paulo segue como o estado com maior número de casos confirmados (61), seguido de Minas Gerais (50), Rio de Janeiro (18) e Distrito Federal (1). Entre os óbitos, Minas Gerais está à frente, com 24 mortes, seguida de São Paulo (21) e Rio de Janeiro (7).
 

Surfistas teriam 3 vezes mais chances de contrair bactérias super-resistentes

25
01
Um estudo da Universidade de Exeter, no Reino Unido, aponta que os surfistas têm três vezes mais possibilidade de carregar bactérias super-resistentes a antibióticos que o resto da população.
 
Estudos anteriores já haviam demonstrado que os praticantes do esporte engolem dez vezes mais água que outras pessoas que nadam no mar habitualmente. A partir disso, os autores dessa nova pesquisa quiseram averiguar eles eram mais vulneráveis às bactérias que contaminam as águas.
 
A equipe de pesquisadores analisou as fezes de 143 surfistas e de 130 pessoas que nadam regularmente na costa do Reino Unido. O objetivo era examinar se seus estômagos abrigavam a bactéria E.coli resistente a cefotaxima, antibiótico muito usado clinicamente.
 
Os resultados, publicados na revista científica Enviroment International, revelaram que 9% dos surfistas tinham essa bactéria resistente, versus 3% dos demais nadadores que participaram do estudo. Isto significa que a E. coli continuaria em seus estômagos mesmo se eles tomassem o antibiótico mais usado para combatê-la.
 
A coordenadora da pesquisa, Anne Leonard, acredita que como os surfistas são "geralmente jovens, estão em forma e se sentem saudáveis, é pouco provável que se preocupem com sua saúde". A cientista acredita que as bactérias chegam até o mar sobretudo por meio de resíduos de esgoto e de fazendas em épocas de chuva forte.
 

Europa emite alerta de febre amarela para viagens ao Brasil no Carnaval

24
01
O Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) emitiu um alerta de avaliação de risco para os viajantes que vierem ao Brasil durante o Carnaval. O documento afirma esperar um aumento nos casos de febre amarela por conta do turismo sazonal.
 
"O Carnaval é um dos maiores encontros internacionais com grande público e vai ocorrer de 6 a 14 de fevereiro. Durante o Carnaval, o número de viajantes da União Europeia (UE) e do Espaço Econômico Europeu (EEE) deverá aumentar, portanto o número de casos associados a viagens entre turistas não vacinados poderá aumentar no próximo mês", informa o comunicado.
 
A ocorrência da morte de macacos pela doença na proximidade de regiões metropolitanas como Rio e São Paulo é considerada "preocupante", "particularmente com o começo da temporada em que eles ficam mais ativos, a partir de dezembro de 2017", ressalta o texto.
 
A organização é ligada à União Europeia e se dedica a doenças com risco de epidêmico. O comunicado alerta ainda que há "uma cobertura sub-optimal de vacinação em algumas áreas". "Há uma possibilidade crescente de ciclos de transmissão de febre amarela nas áreas de periferia e urbanas, que pode aumentar significantemente o número de pessoas potencialmente expostas".
 

Sal em excesso pode afetar o cérebro

23
01
Além da pressão, o sal pode ser também um vilão para o cérebro. Um estudo publicado no jornal científico Nature Neuroscience dá mais um forte motivo para evitar itens cheios de sódio, mineral que, em excesso, faz a pressão decolar – levando, assim, a um maior risco cardíaco. Agora, a substância foi associada a déficits cognitivos.
 
No estudo, a equipe de cientistas alimentou animais com o equivalente a uma dieta humana rica em sal por 12 semanas. Depois de alguns dias, notaram alterações nos vasos e a diminuição de fluxo sanguíneo para o cérebro. Para completar, testes provaram que a capacidade de raciocínio e memorização dos bichinhos ficou abalada.
 
De acordo com os autores, tudo indica que o sódio tem impacto negativo nas células endoteliais dentro dos vasos sanguíneos cerebrais. Dessa forma o fluxo de sangue para a massa cinzenta ficaria comprometido, o que contribui para uma série de encrencas.
 
Mas a experiência não parou por aí. Os cientistas estimularam as cobaias a voltarem a uma dieta normal e, nesse momento, perceberam que os danos (tanto nas veias e artérias quanto no funcionamento do cérebro) puderam ser revertidos. Ou seja, nunca é tarde para mudar os hábitos e colher benefícios.
 
Claro que, por se tratar de um estudo com animais, devemos ter cautela antes de cravar com todas as letras que o sal piora o raciocínio. E menos ainda que ele é o culpado por doenças como Alzheimer.
 
De qualquer forma, doses excessivas de sódio estão associadas ao AVC – e esse problema pode, sim, culminar em perdas de funções cognitivas. Então, melhor prevenir.
 

Exame de sangue para câncer encontra oito tipos de tumores

22
01
Um novo exame de sangue para o câncer se mostrou promissor para detectar oito tipos diferentes de tumores antes de eles se espalharem para outras partes do corpo, oferecendo esperança de detecção precoce, disseram pesquisadores nesta quinta-feira, dia 18.
 
Mais estudos são necessários antes de que o teste, chamado CancerSEEK, possa se tornar amplamente disponível por um custo projetado de cerca de US$ 500, disse o estudo publicado na revista científica americana Science.
 
O estudo, liderado por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, envolveu 1.005 pacientes cujos cânceres - já pré-diagnosticados com base em seus sintomas - foram detectados com uma taxa de precisão de cerca de 70% no total.
 
Os cânceres foram detectados nos ovários, fígado, estômago, pâncreas, esôfago, cólon ou reto, pulmão e mama. Para cinco desses tipos de câncer - ovário, fígado, estômago, pâncreas e esôfago - não há exames de rastreio disponíveis para pessoas de risco médio.
 
O exame foi capaz de detectar esses cinco tipos com uma faixa de sensibilidade de 69% a 98%. Em 83% dos casos, o exame foi capaz de delimitar onde o câncer estava anatomicamente localizado.
 
O teste é não invasivo e baseado na análise combinada de mutações de DNA em 16 genes de câncer, bem como dos níveis de 10 biomarcadores de proteínas circulantes.
 

Produção de vacina da febre amarela pode ser antecipada

19
01
Diante do avanço dos casos de febre amarela no Brasil, o instituto que fornece as vacinas contra a doença ao Ministério da Saúde buscará antecipar sua produção e já interrompeu as exportações para outros países – para atender apenas a demanda nacional. 
 
Segundo a Fiocruz, a antecipação poderia ter efeitos em abril, ainda dentro do período com tradicionalmente maior circulação do vírus (que vai de janeiro a maio).
 
Ao todo, a Bio-Manguinhos, maior fabricante mundial da imunização, deve produzir 48,3 milhões de doses neste ano –menos que em 2017, quando foram 64 milhões.
 

Dieta rica em gordura aumenta chance de câncer de próstata

18
01
A dieta ocidental rica em gordura promove a metástase no câncer de próstata. É o que diz um estudo em cobaias publicado na "Nature Genetics" e na "Nature Communications" nesta quarta-feira, dia 17.
 
Cientistas do Centro Médico Beth, em Israel, decidiram testar em camundongos uma hipótese já conhecida pela ciência: que pessoas obesas têm mais chance de desenvolver alguns tipos de câncer, como o de mama e o de próstata.
 
O que os levaram à desconfiar da gordura foi o seguinte dado estatístico: enquanto o câncer de próstata afeta 10% dos homens nas nações asiáticas, essa taxa sobe para cerca de 40% quando eles imigram para os EUA, onde a dieta é mais gordurosa.
 
O dado, assim, indica que a doença está relacionada a outros fatores -- e não somente os genéticos.
 

Pesquisa diz que humanos espalharam a peste negra, epidemia mais mortal da história

17
01
Os ratos são inocentes! Não foram eles os culpados pela propagação da peste bubônica na Europa do século 14, no surto que ficou conhecido como peste negra. Até então, acreditava-se que os roedores e suas pulgas tivessem sido responsáveis pela transmissão da praga, levando a uma série de surtos no Velho Continente dos séculos 14 a 19.
 
Mas uma equipe das universidades de Oslo, na Noruega, e Ferrara, na Itália, agora diz que o primeiro destes surtos, a peste negra, pode ser "largamente atribuído a pulgas e piolhos humanos".
 
O estudo, publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Science, utiliza registros sobre os padrões de disseminação e a dimensão da epidemia. Estima-se que a peste negra tenha matado 25 milhões de pessoas, mais de um terço da população da Europa, entre 1347 e 1351.
 

Obesidade e sobrepeso crescem no Brasil

16
01
Os índices de excesso de peso e obesidade no Brasil são crescentes e alarmantes. É o que mostra uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ao longo de 2016. Desta vez, os números do Vigitel trazem os resultados do estudo realizado com beneficiários de planos de saúde. 
 
A proporção de adultos com excesso de peso aumentou de 46,5% para 53,7%, um crescimento de 15,5%, na comparação entre 2008, quando a pesquisa foi feita pela primeira vez, e 2016. Em relação à obesidade, o percentual foi de 12,5% para 17,7%, um aumento de 41,6%. Foram realizadas 53.210 entrevistas por telefone, sendo 20.258 com homens e 32.952, com mulheres, em todas as capitais e no Distrito Federal, entre os meses de fevereiro e dezembro de 2016.
 
O aumento dos dois índices está diretamente relacionado com doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão, além de alguns tipos de câncer. Isso afeta diretamente os sistemas de saúde e as operadoras de planos — explica Karla Coelho, diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS. 
 
Por mais que a pesquisa mostre que as pessoas estão comendo mais verduras e legumes, por exemplo, há também um aumento no consumo de comidas industrializadas e de bebidas alcoólicas e ainda o fato de a população fazer pouca atividade física.
 

Estudo diz que ansiedade em adultos mais velhos pode ser um indicador para Alzheimer

15
01
O agravamento de sintomas da ansiedade em adultos mais velhos serve como um ‘aviso’ para o desenvolvimento do Alzheimer mais tarde, aponta pesquisa publicada no "The American Journal of Psychiatry".
 
Cientistas observaram que quanto maiores os níveis de proteína associada à demência, a beta amiloide, mais significativos se transformavam os sintomas de ansiedade.
 
Essa proteína envolve neurônios e 'atrapalha' a comunicação entre eles – o que é um gatilho, por exemplo, para os característicos problemas de memória associados à condição.
 
Agora, pesquisadores da Brigham and Women's Hospital, nos Estados Unidos, também observaram que níveis elevados do composto piora sintomas neuropsiquiátricos. Isso sustenta a hipótese de que o surgimento ou a piora de problemas de saúde mental representam uma manifestação precoce da doença em adultos mais velhos.
 

Bebês de 9 meses devem tomar vacina contra a febre amarela

12
01
A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC) divulgou o Calendário de Vacinação da Rede Pública de Santa Catarina para 2018. Dentre as principais mudanças, anunciadas pelo Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, está a aplicação da vacina contra a febre amarela para crianças com nove meses em todas as cidades catarinenses. 
 
A dose será aplicada em crianças nascidas a partir de 2017 e que tenham nove meses. Antes, a recomendação era que crianças de nove meses até adultos de 59 anos tomassem a vacina apenas nos municípios que fazem parte de áreas consideradas de risco (veja aqui áreas de recomendação para vacina febre amarela). Além de Santa Catarina, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia também terão essa mudança.
 
Outra alteração é em relação à vacina contra a varicela. O Ministério da Saúde passa a disponibilizar a segunda dose para crianças de quatro até seis anos. A vacinação nesta faixa etária busca aumentar a proteção do grupo-alvo, prevenindo a ocorrência de surtos da doença, especialmente em creches e escolas. A primeira dose da varicela é aplicada aos 15 meses de idade.
 
A vacina meningocócica C também tem mudanças. Agora será aplicada em adolescentes de 11 a 14 anos. Para este grupo, será aplicado um reforço ou a dose única, conforme situação vacinal encontrada.
 

Droga anti-HIV em testes vai permitir tratamento semanal

11
01
Pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos Estados Unidos, desenvolveram uma cápsula para pílula anti-HIV que vai permitir que um único comprimido garanta o tratamento de uma semana inteira. O estudo foi publicado nesta terça-feira, dia 9, na "Nature Communications".
 
Os cientistas envolveram os três principais compostos anti-HIV hoje usados (dolutegravir, rilpivirina e cabotegravir) em um sofisticado polímero que permitiu a liberação lenta dos compostos na corrente sanguínea -- garantindo, assim, que uma única dose semanal seja suficiente.
 
O novo envoltório para a pílula foi testado em testes pré-clínicos: em ratos, cientistas observaram que os compostos podem ser liberados por até duas semanas. Nessa fase pré-clínica, pesquisadores avaliam o potencial do composto, mas ainda são necessários mais estudos para garantir sua eficácia.
 
 
 

Pesquisa sugere que ibuprofeno pode gerar infertilidade masculina

10
01
Uma pesquisa realizada na Dinamarca mostra que o uso do ibuprofeno, um anti-inflamatório comum, pode levar à disfunção hormonal e à infertilidade em homens adultos. Além disso, o uso do medicamento sem supervisão médica pode afetar a função de testículos, incluindo a produção de testosterona. Isso também pode deflagrar disfunção erétil e fadiga.
 
A pesquisa estudou a função do analgésico em 31 homens saudáveis entre 18 e 35 anos que utilizaram 600 mg de ibuprofeno diariamente por duas semanas. Foram excluídos indivíduos com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30, com evidência de úlcera, sinais de disfunção de fígado ou disfunção renal para que não houvesse interferência no resultado.
 
Os pesquisadores observaram que participantes desenvolveram uma condição conhecida como hipogonadismo -- em que testículos não produzem hormônios ou espermatozoides adequadamente. A disfunção normalmente surge em homens de meia idade.
 
A pesquisa soma-se ao corpo de evidências que alertam para os riscos do uso abusivo de analgésicos e anti-inflamatórios. O ibuprofeno, por exemplo, já foi associado ao risco aumentado de problemas cardíacos.
 

Imunoterapia surge como alternativa contra cânceres agressivos

09
01
Vírus são conhecidos — e temidos — como causa de uma série de doenças, mas estudos recentes mostram que eles podem ser grandes aliados no tratamento do câncer. Recentemente duas pesquisas relacionadas ao tema foram publicadas na revista “Science Translational Medicine”. 
 
Uma delas mostra como pesquisadores observaram que um vírus injetado no sangue foi capaz de chegar até células tumorais do cérebro. Uma vez infectadas, essas células se tornaram “visíveis” para o sistema imunológico, que passou a combatê-las. O segundo estudo relata uma atuação muito parecida, mas de outro tipo de vírus, na destruição de células de câncer de mama. Os resultados abrem caminho para novas imunoterapias contra o câncer à base de vírus.
 
Nove pacientes participaram do estudo sobre câncer cerebral. Em alguns casos, tratava-se de um glioma, tumor de rápido crescimento e difícil de combater; em outros, o câncer havia se espalhado de outros órgãos para o cérebro. Todos eles tiveram o tumor removido cirurgicamente, mas, dias antes de serem operados, receberam uma dose na veia de um vírus chamado reovírus, muito encontrado no sistema respiratório e que, em geral, não faz mal.
 
Depois que os tumores foram removidos, os cientistas os analisaram e descobriram vestígios de que o vírus havia atingido o órgão, ultrapassando a barreira hematoencefálica, que separa sangue e cérebro. Os pesquisadores também constataram que o vírus foi capaz de “ativar” o sistema de defesa do corpo para atacar o câncer.
 
Como o reovírus foi programado em laboratório para se replicar apenas dentro de células cancerosas e deixar células saudáveis intactas, os pacientes que receberam o tratamento relataram apenas efeitos colaterais semelhantes à gripe.
 
 
 

Mortes por câncer caem para mais baixo índice em décadas nos EUA

08
01
Menos americanos estão tendo câncer, e mais pessoas estão sobrevivendo ao enfrentarem a doença, segundo um novo estudo. Em 2015, o mais recente ano com dados disponíveis, mortes decorrentes de câncer caíram para 158.6 por 100 mil pessoas, segundo relatório divulgado pela Sociedade Americana para o Câncer. Isso representa 26% menos do que acontecia em 1991, ou cerca de 2.4 milhões de menos mortes neste período.
 
O avanço apresentado nos números tem relação com a evolução dos medicamentos de alto custo, que melhoraram a perspectiva para pessoas com canceres mortais. Mas a maior causa da queda deste índice de mortalidade é que os americanos estão fumando menos.
 
Desde que o número de mortes decorrentes de câncer atingiu seu pico em 1991, o índice têm caído mais fortemente entre os homens do que entre as mulheres. As taxas ligadas ao câncer de pulmão caíram 45% entre homens entre 1990 e 2015. Entre as mulheres, o índice caiu 19% entre 2002 e 2015, apontou o documento.
 
Outros tipos de câncer também se tornaram menos letais. A taxa de mortalidade para câncer de mama entre mulheres caiu 39% entre 1989 e 2015. E o de próstata caiu para 52% entre 1993 e 2015. Com relação aos tumores de mama, melhora no diagnóstico em estágios iniciais a partir de mamografia e avanços no tratamento estão por trás da queda nas taxas.
 

OMS reconhece vício em games como distúrbio mental pela primeira vez

05
01
Pela primeira vez, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar o vício em jogos de videogame como distúrbio mental. A 11ª Classificação Internacional de Doenças (CID) irá incluir a condição sob o nome de "distúrbio de games". 
 
O documento descreve o problema como padrão de comportamento frequente ou persistente de vício em games, tão grave que leva "a preferir os jogos a qualquer outro interesse na vida".
 
Alguns países já haviam identificado essa condição como um problema importante para a saúde pública. Muitos, incluindo o Reino Unido, têm clínicas autorizadas a tratar o distúrbio.
 
A última versão da CID foi finalizada em 1992, e a nova versão do guia será publicada neste ano. Ele traz códigos para as doenças, sinais ou sintomas e é usada por médicos e pesquisadores para rastrear e diagnosticar uma doença.
 
O documento irá sugerir que comportamentos típicos dos viciados em games devem ser observados por um período de mais de 12 meses para que um diagnóstico seja feito. Mas a nova CID irá reforçar que esse período pode ser diminuído se os sintomas forem muito graves.
 

Novo estudo mostra que o álcool eleva risco de câncer

04
01
Um estudo publicado na revista "Nature" nesta quarta-feira, dia 3, detalha com testes em cobaias como o álcool aumenta o risco do câncer. Pesquisadores demonstraram que um subproduto da bebida alcoólica, o acetaldeído, provoca danos permanentes ao DNA de células-tronco no sangue.
 
O risco aumentado do consumo de álcool para o câncer é conhecido. O Inca (Instituto Nacional do Câncer) relaciona o consumo com maior chance de câncer de boca, faringe, laringe, esôfago, estômago, fígado, intestino (cólon e reto) e mama (pré e pós-menopausa).
 
A diferença com a pesquisa agora é que esse risco foi analisado com detalhes no metabolismo de cobaias - um avanço em relação a estudos populacionais que chamam a atenção para a relação entre álcool e câncer, mas não explicam como exatamente ela ocorre.
 
Assim, para tentar explicar a relação, pesquisadores do Laboratório de Biologia Molecular da Universidade de Cambridge fizeram análise de cromossomo e sequenciamento de DNA em cobaias que receberam altas doses de álcool.
 
Com os testes, eles conseguiram observar que o acetaldeído (um subproduto da metabolização do álcool) danifica células-tronco do sangue. A substância "quebra" o DNA dessas células e leva cromossomos a se rearranjarem de forma aleatória.
 
O achado é particularmente importante porque os pesquisadores observaram o dano em células-tronco -- como elas têm maior capacidade de se multiplicar e de se diferenciar em diferentes tecidos, mutações nessas estruturas são cruciais para o desenvolvimento de tumores.
 
Proxima
 

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