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NOTÍCIAS

Problemas respiratórios podem aumentar em 17 vezes risco de infarto

28
09
A conclusão é de um estudo australiano, da Universidade de Sydney. Os pesquisadores descobriram que o risco de ter um ataque cardíaco aumenta em até 17 vezes depois de um quadro de infecção respiratória, como pneumonia, gripe ou bronquite.
 
Segundo o professor Geoffrey Tofler, principal autor do estudo, "os resultados confirmam o que sugeriam estudos precedentes: que uma infeção respiratória pode desencadear um ataque cardíaco".
 
A pesquisa foi publicada no Internal Medicine Journal e analisou 578 pacientes que sofreram um infarto como consequência do bloqueio de uma artéria coronária. Para entender essa relação, os médicos questionaram os pacientes se haviam apresentado dor de garganta, tosse, febre, dor no seio, sintomas de gripe, ou se eles declararam ter sido diagnóstico de pneumonia ou bronquite nos dias que antecederam problema no coração. 
 
Além disso, também foram observados pessoas com infecções no trato respiratório, incluindo gripe, faringite, rinite e sinusite. Os resultados indicaram que 17% dos voluntários da pesquisa relataram sintomas de infecção respiratória dentro de sete dias antes do ataque cardíaco e 21% descreveram sintomas por volta de 31 dias antes.
 
 

Avanço nos estudos para conter o HIV

28
09
Mais uma boa notícia nos estudos do vírus HIV. Um anticorpo "três em um" criado em laboratório foi eficiente no combate ao vírus em macacos. Esse avanço é um passo importante para criação de uma futura vacina contra a doença.
 
O anticorpo tem três pontas de ligação com o vírus baseadas em três anticorpos únicos que neutralizam poderosamente cepas do HIV de forma individual. Os resultados são uma parceria entre os Institutos Nacionais de Saúde (NIH, sigla em inglês) e o laboratório Sanofi Pasteur.
 
Os cientistas testaram dezenas de combinações em laboratório para encontrar uma melhor resposta. Para fazer a "união", foi usada tecnologia de propriedade da Sanofi. Depois das pesquisas, chegou-se à conclusão de que a junção entre os anticorpos VRC01, PGDM1400 e 10E8v4 era a mais eficiente.
 
O "três em um" foi inserido em oito macacos, sendo que outros 16 receberam outros anticorpos. Depois de cinco dias, os animais foram expostos a duas cepas do vírus HIV. Nenhum dos que receberam o novo anticorpo foi infectado.
 
A partir de agora, o laboratório e o instituto pretendem avançar as pesquisas e entrar na 1ª fase de testes em seres humanos.
 

Consumir muito carboidrato pode ser pior que consumir gordura?

26
09
Segundo um estudo divulgado por uma das revistas científicas mais respeitadas do mundo, sim! Comer muito carboidrato aumenta o risco de morrer mais do que comer gordura em excesso. A conclusão polêmica é de um estudo que foi publicado pela revista The Lancet.
 
Muitos pesquisadores questionam os resultados. O estudo foi feito com cerca 135 mil pessoas que foram seguidas durante um período médio de sete anos e meio. Nesse período, os pesquisadores coletaram informações para associar com eventos cardiovasculares, infarto, AVC, insuficiência cardíaca. Periodicamente, os participantes de 18 países responderam a questionários sobre os padrões alimentares.
 
Os pesquisadores dividiram e compararam grupos de maior e menor consumo de carboidratos e gorduras e descobriram que, no total de óbitos, que pode ser por qualquer causa, a mortalidade era 28% maior entre os que consumiam mais carboidrato e 23% entre os que consumiam mais gordura. Entretanto, o estudo não encontrou uma relação direta entre o consumo de gordura ou carboidrato com o aumento de mortalidade por doenças cardiovasculares.
 
Para alguns pesquisadores, o estudo deveria ter considerado outros fatores de risco que podem ser responsáveis por esse número total de mortes, como, por exemplo, o tabaco. Mas o excesso de carboidrato sem dúvida faz mal, aumenta o risco de obesidade e, consequentemente, o risco de desenvolver doença cardiovascular.
 

Ficar sentado por longos períodos pode aumentar risco de morte

19
09
Cientistas americanos alertam que passar muito tempo sentado pode aumentar o risco de morte mesmo para pessoas que não são sedentárias. De acordo com um estudo publicado na revista especializada "Annals of Internal Medicine", e que estudou quase 8 mil adultos, pessoas que passam muito tempo sentadas precisam se movimentar a cada 30 minutos para ajudar a evitar uma morte prematura.
 
Segundo Keith Diaz, da Faculdade de Medicina da Universidade Columbia, em Nova York, "as autoridades médicas falam para as pessoas se exercitarem e não passarem muito tempo sentadas, mas não dizem como. Sugerimos recomendações específicas como cinco minutos de caminhada rápida para cada 30 minutos consecutivos que se passa sentado".
 
Diaz comandou uma equipe de profissionais de várias instituições acadêmicas americanas. Eles analisaram dados sobre diferenças geográficas e raciais na ocorrência de derrames nos Estados Unidos, em especial uma amostragem criada para tentar explicar porque negros tendem a sofrer mais episódios que brancos - um programa conhecido como Regards, levado a cabo pelo Instituto Nacional de Saúde do país.
Durante quatro anos, os cientistas acompanharam 7.985 indivíduos brancos e negros, com idade a partir de 45 anos, que se voluntariaram para o Regards.
 
Para medir o tempo de sedentarismo desses adultos, foram usados aparelhos para medir a aceleração dos indivíduos. Analisando os dados, os cientistas descobriram que, em média, o comportamento sedentário correspondia a 12,3 horas de 16 "acordadas".
 
Estudos anteriores tinham registrado uma média de 9 a 10 horas, mas Diaz vê na diferença uma consequência do envelhecimento. "À medida que envelhecemos, nossas funções físicas e mentais diminuem de ritmo, o que nos faz ficar mais sedentários. Estudamos uma população começando na meia-idade. E também pode ser que, ao contrário de outros estudos, monitoramos ativamente o tempo de sedentarismo em vez de confiar em autoavaliações", especula Diaz.
 
Os pesquisadores constataram que o risco de morte cresceu proporcionalmente ao tempo que os participantes passavam sentados. E significativamente: segundo o pesquisador, aqueles que se sentavam mais de 13 horas por dia, por exemplo, tinham duas vezes mais chance de morrer que os que passavam menos de 11 horas na posição.
 
Também foi constatado que a duração de cada período sentado faz diferença: pessoas que passaram períodos de menos de meia hora sentadas apresentaram risco 55% menor de morte do que pessoas que superavam essa marca.
 

Ministério da Saúde diz que empresas podem oferecer planos acessíveis

18
09

Com base em um relatório da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), o Ministério da Saúde informou que as operadoras já podem oferecer os chamados "planos de saúde acessíveis", nova modalidade de serviços que ficariam disponíveis a preços mais baixos, mas com uma cobertura menor. Em agosto, a pasta pediu à agência uma consulta técnica sobre a viabilidade da proposta.

 

O relatório final com as respostas sobre a consulta foi publicado na semana passada pela ANS. Nele, a agência sugere que não haveria necessidade de uma regulamentação de alguns itens desses planos, embora parte dos pontos apresentados necessite de maior detalhamento.

 

No entendimento do Ministério da Saúde, "o relatório da ANS demonstra que os planos acessíveis podem ser implementados pelo mercado, sendo de livre escolha do consumidor optar pela adesão", diz a nota da pasta. "Como informa o relatório, tratam-se se ações previstas em resoluções e práticas do mercado. A ANS, portanto, deve garantir a qualidade desses produtos ofertados", continua a nota.

 

Segundo o relatório da ANS, muitas das propostas já estão contempladas na regulamentação da agência e, por isso, o documento sugere que não haveria a necessidade de novas regulamentações. "As propostas encaminhadas pelo Ministério da Saúde concorrem com ações regulatórias já em andamento na ANS", diz texto do retatório da agência.

 

Novo teste ajuda a descobrir se bebê será prematuro

14
09

Normalmente, uma gestação humana dura entre 38 e 40 semanas. Mas até 18% dos bebês no mundo todo acabam nascendo antes da hora. Por não terem completado seu desenvolvimento no período ideal, os prematuros que sobrevivem podem vir com problemas cognitivos, respiratórios ou cardíacos – o que demanda atenção especial logo nos primeiros momentos de vida.

 

Apesar de exames neonatais ajudarem a acompanhar o crescimento do bebê, ainda não há como prever o exato momento em que uma mulher entrará em trabalho de parto. Saber se a gravidez é viável ou não o mais rápido possível, porém, é essencial para agilizar certas medidas preventivas – tanto para a saúde da mãe como para a da própria criança.

 

Pensando nisso, pesquisadores norte-americanos descobriram uma forma de calcular os riscos de se ter uma gestação incompleta. Segundo seu estudo, publicado no jornal Scientific Reports, é possível encontrar particularidades no muco cervical de gestantes que deram à luz antes das 37 semanas para aquelas que cumpriram o tempo programado. Características dessa secreção, produzida no colo uterino, podem indicar se o parto tem chances de acontecer antes da hora.

 

Experimentos anteriores conduzidos pelo mesmo grupo do MIT (Massachusetts Institute of Technology) mostraram que entre 25 e 40% dos nascimentos prematuros têm a mesma origem. A culpa é das infecções causadas por micróbios, que ignoram as proteções mucosas do organismo e atingem o útero da mulher. A ideia, então, era comparar as mucosas de mulheres grávidas – e ver o quanto elas permitem a passagem desses pequenos invasores.

 

Foto: Dr. Antônio Camata, patologista

'Obesos saudáveis' e 'magros doentes' têm maior risco de doença cardiovascular

13
09
Os médicos não devem ignorar o risco de doenças cardiovasculares em indivíduos tidos como "obesos saudáveis" ou aqueles com "peso normal", mas com doenças metabólicas como diabetes. Quem adverte sobre isso são os pesquisadores da Universidade de Birmingham, no Reino Unido.
 
Para os pesquisadores, dados indicam que o conceito de "obesidade saudável" deve ser visto com maior atenção porque esses indivíduos ainda estão em maior risco para doenças cardiovasculares. Um obeso é considerado saudável quando, apesar do peso elevado, não há indícios de doenças metabólicas como diabetes, hipertensão e colesterol elevado.
 
Do mesmo modo, o fato de uma pessoa ser magra não implica que ela esteja livre do risco de desenvolver doenças cardiovasculares. A pesquisa também apontou aumento de risco nesse grupo.
 
Os resultados do estudo mostraram que há um risco 49% maior de doença cardíaca coronária, 7% maior risco de doença cerebrovascular e um risco aumentado de insuficiência cardíaca de 96%. Ainda, pesquisadores demonstraram que indivíduos com peso normal, mas portadores de doenças metabólicas, também estão em maior risco.
 

Estudo aponta que zika destruiu pode ser útil no combate ao câncer

13
09
Será que o vírus da zika pode passar de vilão a mocinho? Talvez seja os dois!! Calma a gente explica. É que a preferência dele por neurônios pode ter um lado bom, de acordo com sugere um estudo publicado no “The Journal of Experimental Medicine”.
 
Ao mesmo tempo em que o zika pode provocar anomalias em crianças, ele também pode destruir um grave tumor cerebral em adultos: o glioblastoma, câncer em que pacientes vivem em média um ano após o diagnóstico.
 
O tratamento para o glioblastoma atualmente envolve radioterapia e quimioterapia, mas sem efeitos prolongados. Mesmo com o tratamento, células-troncos associadas ao tumor sobrevivem e “driblam” o sistema imunológico. Resultado: o tumor volta cerca de seis meses depois.
 
Então, os cientistas, ao ver a ação do vírus da zika no cérebro de crianças, se perguntaram se o zika não poderia ser utilizado para matar células-tronco de tumores cerebrais. A ideia é que, como adultos não são atingidos pelo vírus zika com a mesma letalidade que fetos, a ação do vírus no cérebro poderia ser utilizada no câncer como uma espécie de terapia-alvo. Nessa estratégia, a preferência do zika por células-tronco neuronais poderia ser utilizada "em nosso favor" para atacar somente o tumor cerebral.
 
Para testar essa hipótese, os pesquisadores dividiram cobaias com glioblastoma em dois grupos: 18 camundongos foram infectados com o vírus zika e outros 15 receberam uma solução salina sem vírus ativos, ambas diretamente no tumor. Nos que receberam o vírus zika, a injeção diminuiu o crescimento do tumor e prolongou significativamente a vida útil dos animais. 
 
Depois, em novos testes, pesquisadores infectaram camundongos com uma cepa atenuada do zika, mais sensível ao sistema imune. Exames demonstraram que mesmo essa cepa ainda foi capaz de matar especificamente as células-tronco ligadas ao tumor. Agora, os cientistas planejam testes pré-clínicos para verificar como o organismo humano reagiria à infecção controlada do zika em terapias. Ainda assim, seria necessário definir um protocolo de tratamento.
 

Campanha de multivacinação começou nesta segunda-feira

11
09

O fim do feriadão trouxe um incentivo especial para os jovens cuidarem da saúde: começou nesta segunda-feira, dia 11, a Campanha Nacional de Multivacinação do Ministério da Saúde. A iniciativa vai até o dia 22 de setembro e contempla crianças e adolescentes de até 15 anos de idade, com foco na prevenção de 18 doenças diferentes.

 

O intuito é colocar as cadernetas de vacinação em dia. É essencial, portanto, que os interessados levem aos postos de saúde esse documento, junto de identificação. Para os menores de 7 anos, a atual campanha terá vacinas para tuberculose, poliomelite, rotavírus humano, pneumocócica 10 valente, tetra viral ou tríplice viral mais varicela (atenuada) e hepatite A. Já para os mais grandinhos, as doses vão focar em difteria, tétano e HPV. E todos terão a chance de se imunizar para coqueluche, hepatite B, febre amarela, meningite e tríplice viral.

 

Cada estado adotará medidas específicas para incentivar essa campanha. Em Santa Catarina o dia D será no próximo sábado, dia 16 de setembro. Nesta data todas as unidades de saúde estarão abertas para ofertar as vacinas.

 

Vale lembrar que as vacinas serão aplicadas na molecada que não está com a carteirinha em dia. Ou seja, se o seu filho tomou tudo direitinho, você não precisa arrastá-lo até o posto de saúde.

 

Índices de ansiedade escolas brasileiras estão altos

08
09
A saúde mental de crianças e adolescentes pode ser bastante afetada no ambiente escolar. E aqui no Brasil, a questão tem chamado a atenção.
 
Segundo o novo relatório do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), os alunos brasileiros estão entre os que ficam mais estressados durante os estudos — 56% dos entrevistados relataram o problema. Nossos jovens também ocupam o segundo lugar no ranking dos ansiosos para as provas, mesmo quando se preparam.
 
Como o levantamento levou em conta mais de meio milhão de estudantes de 72 países, os resultados são alarmantes. De acordo com os psicólogos, identificar esse abalo é fundamental. Para isso, os pais precisam ficar atentos. Se o aluno se esforça muito e mesmo assim não  consegue ir bem, é sinal de que algo está errado. Fique atento ao seu filho ou filha.
 

Ministério da Saúde anuncia fim do surto de febre amarela

07
09
O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira, dia 6, o fim do surto de febre amarela no país. Segundo a pasta, desde junho não há registro de novos casos. Ao todo, foram 777 casos e 261 mortes entre dezembro de 2016 e agosto de 2017.
 
Ainda, nesse período, 2.270 casos foram descartados e 213 ainda estão em investigação. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, ainda é necessário ampliar a cobertura vacinal em muitos estados – e, por esse motivo, o governo decidiu expandir a cobertura para crianças de nove meses em todo o País.
 
O ministro disse ainda que, apesar de não ter sido necessário, o ministério está preparado para fracionar a vacinação se tiver que atender a um grande público em curto período de tempo. A eficácia do fracionamento está sendo testada pela Fiocruz.
 
Para evitar novos surtos, o ministério decidiu incluir na vacinação contra febre amarela as crianças de nove meses de todo País. A medida deve entrar em vigor a partir de 2018, mas ainda não foi definido se a vacinação ocorrerá em campanhas.
Para garantir a cobertura vacinal, o ministério da Saúde fez parceria com os municípios e administrou estoques de vacinas.
 
De acordo com o ministério, foram investidos R$ 66,7 milhões para controlar o surto.
Também foram distribuídas 36,7 milhões de doses extras ao longo deste ano, entre as vacinas já previstas e as doses enviadas como reforço nos estados afetados pelo surto.
 

 

Casar aumenta as chances de sobreviver a um infarto

04
09
O amor faz seu coração bater mais rápido. Mas faz algo ainda mais importante: mantém ele batendo por mais tempo. Uma pesquisa com 925 mil adultos revelou que pessoas casadas têm 14% mais chances de sobreviver a um infarto do miocárdio. As vantagens terapêuticas da aliança não param por aí: a vida conjugal também aumenta suas chances de escapar com vida de problemas de saúde decorrentes do diabetes (14%), da pressão alta (10%) e do colesterol alto (16%). Os dados foram coletados dos prontuários de pacientes que deram entrada em hospitais da Inglaterra entre 2000 e 2013.
 
“O casamento oferece apoio físico e emocional de várias formas. Encoraja os pacientes a viverem estilos de vida mais saudáveis, os ajuda a lidar com o problema de saúde e faz com que eles sigam o tratamento corretamente”, afirmou em comunicado Paul Carter, médico responsável pelo estudo. Os resultados foram apresentados em um congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Barcelona, na Espanha.
 
A proteção conferida pela vida a dois é uma velha conhecida da medicina – afinal, é sempre bom ter alguém de olho em você –, mas é a primeira vez que um estudo com quase um milhão de participantes dá apoio numérico para a afirmação. O estudo também foi pioneiro em analisar a influência do casamento em três variáveis (colesterol, pressão e diabetes) que são fatores de risco para o infarto – e confirmar que todas elas, separadamente, também se beneficiam da presença de um mozão.
 
Como já era de se esperar, divórcios derrubam as taxas de sobrevivência de quem já tem pressão alta; Carter e seus colegas reforçam que quando não está tudo bem na relação, não adianta se iludir pensando que está tudo bem com o coração.
 
Quanto aos solteiros, bem… O jeito é ficar de olho em si próprio. Mesmo antes de o problema aparecer. “É importante que pacientes com fatores de risco perigosos e evitáveis sigam um estilo de vida saudável e sigam as prescrições médicas”, afirmou o médico. “Nosso estudo é de especial importância para quem convive com um alto risco de doenças cardiovasculares e não apresenta sintomas.”
 

Estudo diz que gordura faz bem para a saúde

03
09
De acordo com um novo estudo, publicado no prestigiado periódico científico The Lancet, o consumo moderado de gorduras, equivalente a 35% das calorias diárias, associado a uma longevidade maior.
 
Para os cientistas, com base nos resultados da pesquisa e ao contrário da crença popular, o consumo de gorduras em quantidade mais elevada do que os 30% de calorias diárias que as normas internacionais recomendavam desde a década de 1980 pode reduzir o risco de morte por doença cardiovascular em até 23%.
 
Por outro lado, uma ingestão elevada de carboidratos – equivalente a mais de 60% das calorias diárias – aumenta esse risco. No recente estudo, os pesquisadores da Universidade McMaster e da Hamilton Health Sciences, ambas no Canadá, analisaram a alimentação de 135.000 pessoas nos cinco continentes. Em média, a dieta dos participantes era composta por 61% de carboidratos, 23% de gordura e 15% de proteína.
 
Os resultados mostraram que uma dieta que inclui até 35% de gorduras totais incluindo saturada, poli-insaturada e monoinsaturada – a mais saudável de todas – reduz o risco de morte prematura em até 23%. Altos níveis de ingestão de gordura saturada, normalmente considerada prejudicial à saúde, diminuiu esse risco em 13%.
 
Por outro lado, as pessoas que ingeriam altas quantidades de carboidratos, encontrados principalmente em pães e arroz, apresentaram um aumento de 30% no risco de morte, em comparação com aquelas que estavam em uma dieta “low carb”, ou seja, com baixo consumo da substância.
 
Os pesquisadores acreditam que esse efeito prejudicial do excesso de carboidrato esteja associado ao fato de que ele é facilmente armazenado como glicose no corpo, aumentando rapidamente seu nível no sangue, o que contribui para o desenvolvimento de doenças crônicas como diabetes e obesidade – dois fatores de risco para doenças cardiovasculares.
 
Mas cuidado, não saia comendo gordura por aí. Na dúvida, sempre consulte seu médico.
 
 

Ministro da Saúde defende aumento no preço dos cigarros

03
09
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, defendeu nesta semana o aumento dos preços de cigarros como uma medida para se tentar diminuir o tabagismo. Essa elevação deveria ser em cerca de 50%, como defende o Ministério. Barros também disse que, além da elevação dos preços, é a favor de uma mudança nas embalagens do produto, consideradas como uma alternativa da indústria para propaganda. 
 
Já há algum tempo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia a ideia de adotar embalagens genéricas, que sejam padronizadas para todas as marcas. De acordo com Ricardo Barros, essas mudanças estão em discussão no governo e que qualquer alteração depende de todos os membros da equipes estarem de acordo. 
 
Barros admitiu que um eventual aumento de preços poderia provocar um efeito colateral não desejado, o aumento do contrabando. Medidas para tentar reduzir esse risco, afirmou, estão em análise por um grupo do Mercosul. Os resultados obtidos até o momento, no entanto, não são animadores. Na última reunião entre ministros da saúde do bloco para discutir o tema, não houve consenso.
 
Projeções feitas pelo Ministério da Saúde indicam que um eventual aumento de 50% no preço dos cigarros poderia evitar em 10 anos 136,5 mil mortes, 507 mil enfartes do miocárdio, 100 mil acidentes vasculares cerebrais e 64 mil cânceres.
 
Ricardo Barros, ministro da saúde

Queda na vacinação do Brasil preocupa autoridades

03
09
Desde 2013, a cobertura de vacinação para doenças como caxumba, sarampo e rubéola vem caindo ano a ano em todo o país e ameaça criar bolsões de pessoas suscetíveis a doenças antigas, porém fatais.
 
O desabastecimento de vacinas essenciais, municípios com menos recursos para gerir programas de imunização e pais que se recusam a vacinar seus filhos são alguns dos fatores que podem estar por trás da drástica queda nas taxas de vacinação do país.
 
O Brasil é reconhecido internacionalmente por seu amplo programa de imunização, que disponibiliza vacinas gratuitamente à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Criado em 1973, o Programa Nacional de Imunização (PNI) teve início com quatro tipos de vacina e hoje oferece 27 à população, sem qualquer custo. Nem mesmo a crise econômica afeta o bilionário orçamento da iniciativa, estimado em R$ 3,9 bilhões para 2017.
 
No entanto, a cobertura vacinal no país está em queda. Números do PNI analisados pela BBC Brasil mostram que o governo tem tido cada vez mais dificuldade em bater a meta de vacinar a maior parte da população. Um exemplo é a poliomielite: a doença, responsável pela paralisia infantil, está erradicada no país desde 1990.
 
Em 2016, no entanto, o país registrou a pior taxa de imunização dos últimos doze anos: 84% no total, contra meta de 95%, recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os dados de 2016 são parciais até outubro, mas emitidos após a campanha nacional de multivacinação, finalizada em setembro.
 
 

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