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NOTÍCIAS

Excesso de açúcar pode levar à depressão

31
07
Dietas com alto teor de açúcar, ligadas ao consumo de refrigerantes e doces, podem estar associadas a um maior risco de problemas mentais comuns, como ansiedade e depressão leve, segundo um novo estudo feito em homens.
 
Os níveis elevados de consumo de açúcar já haviam sido relacionados a uma prevalência mais alta de depressão em outros estudos. Mas, até agora, os cientistas ainda não sabiam se a ocorrência do problema desencadeava um consumo maior de açúcar, ou se ocorria o efeito contrário.
 
De acordo com Anika Knüppel, do University College London (Reino Unido) e líder da pesquisa, “os resultados mostram efeito adverso de longo prazo na saúde mental dos homens, ligado ao excessivo consumo de açúcar proveniente de alimentos e bebidas doces”.
 
Para descobrir se a vontade de ingerir açúcar é causa ou a consequência, os estudiosos analisaram os dados de 8.087 britânicos com idades entre 39 e 83 anos, coletados por 22 anos para um estudo de larga escala. As descobertas foram feitas com base em questionários sobre a dieta e a saúde mental de participantes.
 
Para um terço dos homens, que consumiam mais açúcar, houve aumento de 23% da ocorrência de problemas mentais após cinco anos, independentemente de obesidade, comportamentos relacionados à saúde, do restante da dieta e de fatores sociodemográficos.
 
A ingestão de açúcar foi medida por 15 produtos que incluem refrigerantes, sucos industrializados, doces, bolos, biscoitos e açúcar adicionado ao café. Para homens, foi considerado alto consumo uma quantidade maior que 67 gramas por dia e, para mulheres, acima de 50. A Organização Mundial da Saúde recomenda uso máximo de 50 gramas por dia e aponta que o ideal é não passar dos 25.
 
O estudo foi com homens e mulheres, porém a associação entre açúcar e doenças mentais apareceu apenas no grupo masculino.  Os pesquisadores não conseguimos encontrar uma explicação para essa associação. Por isso é preciso uma pesquisa mais aprofundada em mulheres. Um estudo americano feito em 2015, somente com mulheres, também encontrou associação entre alto consumo de açúcar e depressão.
 

Estudo questiona se antibióticos devem ser usados até o fim do tratamento

28
07
Uma análise publicada no “British Medical Journal” sugere que a informação de que devemos tomar antibióticos até o fim do tratamento precisa ser melhor avaliada. Há uma argumentação central que sustenta o ponto de vista dos pesquisadores: quanto maior o tempo de uso de antibióticos, maior a probabilidade das bactérias se tornarem resistente.
 
Na verdade, trata-se de um quebra-cabeça que a ciência está tentando entender e há muito tempo discute. Se por um lado, a interrupção precoce também pode gerar organismos resistentes; por outro, também é fato que tratamentos longos desencadeiam o mesmo fenômeno.
 
Portanto, como não existe nada definido, não é recomendável parar de tomar antibióticos sem orientação médica. Isso é uma questão ainda em avaliação pela ciência e o artigo do BMJ faz um questionamento para pesquisas futuras.
 

Disfunção erétil atinge mais da metade dos homens com diabetes

27
07
A relação entre diabetes e disfunção erétil gerava discussão entre os pesquisadores da saúde. Por isso, um time de cientistas da França, da Inglaterra, da Itália e de Moçambique se debruçaram sobre 145 estudos, analisando, ao todo, dados de mais de 88 mil diabéticos do sexo masculino.
 
37,5% dos voluntários com diabetes tipo 1 e 66,3% dos com o tipo 2, relataram dificuldade para manter a ereção. Ao todo, o problema atinge 52,5% dos pacientes. A diferença dos índices entre as duas versões da doença ainda não tem uma explicação exata. Porém, sabe-se que o excesso de açúcar que circula no organismo, provoca lesão nos vasos sanguíneos que abastecem o pênis, por isso surge a impotência sexual.
 
Os pesquisadores que conduziram o estudo esperam agora ele incentive os homens a fazerem exames e se submeterem a eventuais tratamentos. Além disso, que ele promova um estilo de vida saudável, capaz de evitar o surgimento do diabetes, e as consequências dela no corpo todo.
 

Injeções podem revolucionar tratamento da Aids

26
07
Uma injeção de longa duração contra o vírus HIV pode ser o que faltava para garantir uma maior adesão ao tratamento da Aids. Isso porque tomar apenas uma injeção por mês é mais simples que a ingestão diária de medicamentos - como é o tratamento anti-HIV hoje.
 
Os estudos que comprovam a eficácia da estratégia estão sendo apresentados em conferência internacional de Aids que ocorre essa semana em Paris. Na mesma conferência, foi apresentado caso de criança que se viu livre do HIV por 8 anos após interromper o tratamento.
 
Resultados parciais de estudo clínico que demonstraram a eficácia da terapia foram publicados. Os ensaios clínicos foram feitos em 5 países diferentes: Canadá, França, Alemanha, Espanha e Estados Unidos.
 
A droga, que é a combinação de outras duas (cabotegravir e rilpivirine), pode ser injetada uma vez por mês ou a cada oito semanas. Na primeira fase do estudo, 309 pacientes receberam medicação oral todos os dias por 20 semanas. Já na segunda parte, 286 indivíduos foram divididos em três grupos.
 
Após 96 semanas de terapia, cientistas demonstraram que tanto as injeções de 4 semanas, como as de 8, foram suficientes para conter a replicação do vírus tanto quanto as medicações orais.
Os tratamentos mantiveram a supressão viral do HIV em 87% dos pacientes (grupo 1), 94% (grupo 2) e 84% (grupo 3). Os achados são consistentes com outros estudos que analisaram troca entre medicações orais.
 
Os resultados demonstram ainda que a injeção foi bem tolerada, com dores musculares sendo registradas em alguns pacientes.
 

Níveis de estresse podem ajudar a prever enxaqueca

25
07

Um estudo divulgado recentemente identificou que é possível prever a ocorrência de uma enxaqueca de acordo com os níveis de estresse e aborrecimentos diários vivenciados pelo indivíduo.

 

Para chegar ao resultado, os pesquisadores analisaram 95 pacientes durante 4.195 dias. Nesse período, os participantes tiveram enxaquecas em 1.613 dias, ou seja, 38,5% deles. Durante esse tempo, os cientistas observaram que a frequência de eventos estressantes ou a intensidade desses acontecimentos era um indicador significativo de enxaqueca seguinte.

 

A pesquisa indica que os níveis de estresse relatados no dia anterior a uma crise de dor de cabeça eram menores que os registrados em geral, em um dia normal. De acordo com os médicos, a descoberta é importante para desenvolver tratamentos preventivos.

 

De acordo com Tim Houle, PhD do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, "o modelo que desenvolvemos neste estudo é um excelente começo para ajudar as pessoas a preverem as chances de terem enxaquecas, mas é necessário mais trabalho para tornar os modelos de previsão mais precisos antes de se tornarem uma ferramenta de uso clínico generalizado”. 

 

Os cientistas afirmam ainda que para impulsionar melhorias nos tratamentos preventivos de dor de cabeça é necessário realizar pesquisas com pacientes com características específicas. "Devemos refinar a arte de previnir a ocorrência de dor de cabeça e depois testar intervenções direcionadas em pacientes cuidadosamente selecionados”, disse Houle.

 

Vírus transmitido por borrachudo preocupa especialistas

24
07
Um novo vírus transmitido pelo mosquito borrachudo, que causa febre aguda e, em alguns casos, meningite e meningocefalite, pode chegar em breve às grandes cidades brasileiras. O alerta foi feito durante palestra sobre vírus emergentes na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.
 
De acordo com Luiz Tadeu Moraes, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP), “O oropouche é um vírus que potencialmente pode emergir a qualquer momento e causar um sério problema de saúde pública no Brasil”. 
 
Além do Brasil, foram relatados casos de febre oropouche no Peru e em países do Caribe. Aqui, o vírus foi isolado em aves no Rio Grande do Sul e em macacos em Minas Gerais, onde foi detectada em um deles a presença de anticorpos neutralizantes, que ativam o sistema imunológico para combatê-lo.
 
Pesquisadores do Departamento de Biologia Celular da Faculdade de Medicina de  Preto da USP, diagnosticaram 128 casos de pessoas infectadas em Manaus em seres humanos, em 2002. Os pacientes apresentavam sintomas como febre aguda, dores articulares, de cabeça e atrás dos olhos. Três deles desenvolveram infecção no sistema nervoso central.
 
Os pacientes teriam sido diagnosticados com dengue, já que os sintomas são semelhantes. Por esse motivo, os pesquisadores têm alertado sobre a incidência da febre oropouche em casos de suspeita de dengue.
 

Casos de infecção por HIV crescem 3% no Brasil

21
07
Um relatório divulgado nesta semana pelo programa das Nações Unidas sobre a Aids, a Unaids, mostra que os casos de infecção por HIV no Brasil cresceram 3% de 2010 a 2016. O número anual de novas infecções em 2010 na América Latina se manteve estável, em média, foram 96 mil novos registros. Já em, 2016, foram 94 mil. A maioria dos casos são da Venezuela, no Brasil e na Guatemala.
 
As tendências variam entre os países do continente. Na Colômbia, El Salvador e Uruguai há uma queda de mais de 20%, enquanto no Brasil e na Argentina houve crescimento de cerca de 3%. O relatório apresentou grandes altas: no Chile, de 34%, na Guatemala, de 23%, na Costa Rica, de 16%, em Honduras, de 11%, e no Panamá, de 9%. Cerca de 90% das novas infecções ocorreram nesses sete países com alta, sendo que 49% deles ocorreram no Brasil.
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para uma tendência crescente de resistência do vírus HIV às drogas disponíveis. O órgão divulgou um novo relatório com base em estudos. O texto destaca que em seis dos 11 países pesquisados na África, Ásia e América Latina mais de 10% das pessoas que começaram o tratamento antirretroviral tinham uma cepa do vírus resistente a medicamentos do mercado.
 

63% da população tem acesso a campanhas contra o cigarro

20
07
A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um novo relatório sobre o tabagismo. De acordo com o texto, há um aumento no número de países que estão mobilizados em campanhas políticas para o controle do cigarro, com advertências gráficas nos produtos e proibições de publicidade. A OMS informou que aproximadamente 4,7 bilhões de pessoas, cerca de 63% da população mundial, estão protegidas por pelo menos uma medida pública contra o tabagismo.
 
A cifra, de acordo com a organização, quadruplicou desde 2007, quando apenas 1 bilhão de pessoas eram acessadas por projetos contra o cigarro. No entanto, a indústria segue dificultando os esforços dos governos para aplicar as intervenções, segundo o informe publicado.
 
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, disse que ”os governos de todo o mundo não devem perder tempo em não incorporar todas as disposições do Convênio Marco para o Controle do Tabaco em seus programas e suas políticas nacionais”.
 
As estratégias de apoio às medidas de redução foram estabelecidas em 2008. São elas:
 
- Vigiar o consumo de tabaco e as políticas de prevenção
- Proteger a população da fumaça do cigarro
- Oferecer ajuda para o abandono do tabagismo
- Advertir os perigos do cigarro
- Fazer cumprir as proibições sobre publicidade, promoção e patrocínio do tabaco
- Aumentar os impostos sobre o tabaco
 
No Brasil, o cigarro é o quarto produto mais tributado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). A Lei Antifumo, que proíbe o consumo do produto em locais fechados, entrou em vigor em dezembro de 2014. A medida mais recente anunciada pela Anvisa, em maio deste ano, pretende deixar ainda mais fortes e claros os avisos nos maços, com frases como “Você brocha” e “Você morre”.
 

Anvisa aprova registro de novo medicamento para diabetes

19
07
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento para controle do diabetes mellitus tipo 2. O Soliqua será uma nova opção para o tratamento da doença. Ele será fornecido com uma caneta aplicadora e é composto por duas moléculas na formulação: a insulina glargina e a lixisenatida.
 
De acordo com a Anvisa, o remédio deverá ser usado em adultos para melhorar o controle glicêmico quando outras opções de tratamento não estejam mais funcionando. A partir de agora, o produto segue para uma definição de preço que deverá ser aprovada por órgão vinculado ao Ministério da Saúde. Segundo a agência, o processo tem demorado em média três meses. Depois disso, poderá ser comercializado pelo país.
 
A diabetes mellitus do tipo 2 é a mais comum e representa 90% dos casos. De acordo com o Ministério da Saúde, ela tem uma relação significativa com a genética, o envelhecimento, o excesso de peso e o sedentarismo. Mais de 250 milhões de pessoas são atingidos pela doença no mundo, 4% delas (mais de 10 milhões) estão no Brasil.
 

Nova droga pode ajudar a acabar com o câncer de próstata

18
07
O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. Estima-se que no Brasil, em 2016, surgiram mais de 61 mil novos casos. A essa estatística, se contrapõe uma mais animadora: de cada 18 homens acometidos pelo câncer de próstata, apenas três irão morrer pela doença. Isso porque a maioria dos pacientes sobrevive a doença. Em alguns casos, por tumores que não avançam, e muitos outros graças às ações médicas.
 
Uma novidade revelada por um dos maiores urologistas do Brasil, Dr. Miguel Srougi, promete ser extremamente eficaz no combate ao câncer de próstata. Existe um anticorpo que, quando injetado no organismo, se fixa diretamente somente nas células cancerosas da próstata, e ele está sendo desenvolvido em uma nova droga, na Alemanha. Essa proteína foi ligada a um átomo carregado de energia que produziu uma “nanobomba nuclear”, que se incorpora às células cancerosas e as explode, sem afetar as demais células.
 
A técnica dispensa a cirurgia e a radioterapia, tratamentos que provocam muitos efeitos adversos aos pacientes, e que não se mostraram até agora nos testes desse novo método.
 
Os experimentos desse novo medicamento têm mostrado ótimos resultados quando aplicada em pacientes com câncer de próstata. Pacientes que tinham um PSA de 3 mil, ficaram totalmente curados. De acordo com os pesquisadores, a solução deve estar disponível para pacientes em poucos anos.
 

Nova terapia pode mudar tratamento contra a leucemia

17
07
Um painel da FDA, a agência americana que regulamenta alimentos e medicamentos, recomendou a aprovação da primeira terapia 100% individual contra câncer no país. O tratamento em questão, chamado CTL019, altera as próprias células do paciente, transformando-as no que os cientistas chamam de “droga viva”, de acordo com informações do jornal americano The New York Times, “programada” para combater a leucemia. O aval inédito deixa o medicamento um passo mais próximo da aprovação pela agência e abre caminho para uma nova era na medicina.
 
Em decisão unânime (10 a 0) o comitê da FDA afirmou que os benefícios da terapia superam seus riscos e recomendou sua aprovação para o tratamento de leucemia linfoblástica aguda de células B resistente ao tratamento ou com recidiva em crianças e jovens com idade entre 3 e 25 anos. Esse é o câncer mais comum diagnosticado em crianças, que representa aproximadamente 25% dos diagnósticos da doença em pacientes com menos de 15 anos. No entanto, o tratamento beneficiaria apenas os 15% dos casos nos quais a doença não responde ou volta.
 
A terapia, desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e posteriormente licenciada a uma empresa, envolve a remoção de milhares de células T, um tipo de glóbulo branco, do paciente, por um centro médico aprovado. Em seguida, essas células são congeladas e enviadas a uma fábrica da farmacêutica onde o processo de modificação é realizado por meio de uma técnica de engenharia genética que emprega uma forma inativa de HIV, o vírus causador da aids, para levar o novo material genético às células e reprogramá-las.
 
Esse processo “turbina” as células T para que elas se liguem à proteína CD-19, presente na superfície de quase todas as células B – componente natural do sistema imunológico que se torna maligno na leucemia – e as ataquem.  As células T geneticamente modificadas, chamadas receptoras de antígeno quimérico, são aplicadas na corrente sanguínea dos pacientes, onde se multiplicam e começam a combater o câncer. Uma única célula é capaz de destruir até 100.000 células cancerígenas. Essa capacidade deu a elas o apelido de “serial killers”.
 
Em estudos, a re-engenharia dessas células demorava cerca de quatro meses e muitos pacientes faleceram antes do tratamento ficar pronto. Mas, durante a reunião do painel, a Novartis afirmou que esse período foi reduzido para apenas 22 dias.
 
No entanto, como toda abordagem que usa o próprio sistema imunológico do paciente para combater o câncer, seus efeitos colaterais são graves. Alguns pacientes apresentaram febre desenfreada, pressão sanguínea no limite e congestionamento pulmonar. Outra ressalva dos especialistas foi em relação a possíveis danos futuros, ainda desconhecidos nesse tipo de terapia.
 
Por outro lado, uma única dose da nova terapia mostrou resultados surpreendentes: longas remissões e possíveis curas para pacientes que tinham suas esperanças esgotadas após todos os tratamentos disponíveis terem falhado.
 

Mudanças no cardápio ajudam a viver mais

14
07
De acordo com um novo estudo, publicado pelo periódico científico New England Journal of Medicine, não é preciso seguir dietas complicadas para viver mais. Pequenas mudanças dos hábitos alimentares são suficientes para aumentar significativamente a expectativa de vida. Segundo a pesquisa, melhorar a dieta aos poucos pode reduzir as taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares e outras causas em até 17%.
 
Cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, analisaram mudanças na dieta de 74.000 pessoas durante 12 anos. Quem passou a comer mais grãos integrais, frutas, vegetais e peixes com maior nível de omega-3, reduziram de 8% a 17% o risco de morte prematura nesse período. Já os participantes que pioraram a alimentação ao longo do tempo tiveram um aumento de 6% a 12% no risco de morrer.
 
Os pesquisadores utilizaram como método de comparação um sistema de pontuações de qualidade da dieta para avaliar o quanto a alimentação havia melhorado a cada quatro anos. Quando os pesquisados trocaram uma porção diária de carne vermelha ou processada por uma porção de nozes ou legumes, por exemplo, elas tinham um aumento de 20% na pontuação.
 
Essas descobertas reforçam as recomendações que médicos e pacientes já dão diariamente aos pacientes, de melhorar os hábitos e incorporar alimentos mais saudáveis na alimentação. Os especialistas dizem que o mais importante é a manutenção das mudanças ao longo do tempo. Segundo Frank Hu, principal autor do estudo e presidente do Departamento de Nutrição de Harvard, “nossos resultados destacam os benefícios a longo prazo para a saúde e melhora na qualidade da dieta, com ênfase nos padrões alimentares gerais, em vez de alimentos ou nutrientes individuais”. 
 
Frank destaca ainda que, “um padrão de alimentação saudável pode ser adotado de acordo com as preferências alimentares e culturais e condições de saúde dos indivíduos. Não há uma dieta única para todo mundo.”
 

Dor crônica afeta 37% dos brasileiros

13
07
A dor crônica faz parte do cotidiano de 37% dos brasileiros, segundo um estudo apresentado no Congresso da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor. O levantamento, coordenado por pesquisadores ligados à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), à Faculdade de Medicina do ABC e à Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) – levou em conta entrevistas com 919 pessoas de todas as regiões do Brasil.
 
O resultado indica que a prevalência encontrada no Brasil é similar à situação global. De acordo com Paulo Renato Barreiros da Fonseca, um dos autores do estudo e diretor científico da SBED, "o estudo reforça que a dor crônica é prevalente em todas as populações. Não existe nenhum tipo de civilização livre dela”.
 
A dor pode ser definida como crônica quando ocorre por mais de três meses seguidos e persiste mesmo depois de tratada sua causa. As principais dores crônicas no Brasil e no mundo são dores na região lombar e dores de cabeça. Também são comuns dores relacionadas ao câncer e doenças osteoarticulares, aquelas referentes aos ossos e as articulações.
 
A região mais afetada pelo problema é o Sul, onde 42% dos participantes relataram vivenciar a dor crônica. Já o Centro-oeste foi a região onde o problema foi relatado por menos pessoas: 24% dos entrevistados.
 
Os estudiosos afirmam que não é possível ter certeza do motivo que leva a essas diferenças regionais. Mas, o modo como as pessoas reportam dor é impactado por diferenças culturais: alguns grupos podem considerar normal sentir dor, portanto não falam sobre o problema.
 
De acordo com a pesquisa, o relato de dor cônica é mais prevalente entre as mulheres no Norte, Centro-oeste, Sudeste e Sul. Somente no Nordeste homens relataram sentir mais dor crônica do que as mulheres. Segundo os especialistas, essa característica também se repete em outras partes do mundo.
 

Café pode aumentar expectativa de vida

12
07
Dois grandes estudos recém-divulgados afirmam que beber café todos os dias, moderadamente, pode ajudar a prolongar a vida. De acordo com uma das pesquisas, os benefícios à saúde podem ser associados ao consumo da bebida com ou sem cafeína. No entanto, os apreciadores de café devem se preocupar com a temperatura. O hábito de degustar a bebida quente demais pode aumentar o risco de câncer no esôfago.
 
O primeiro estudo é dirigido pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), da Organização Mundial da Saúde (OMS), e por cientistas da Imperial College de Londres. Os pesquisadores concluíram que, entre os participantes, aqueles que bebiam em média três xícaras de café por dia apresentaram uma longevidade maior do que aqueles que não tomavam a bebida. Foram examinaram os dados de mais de meio milhão de pessoas em 10 países da Europa.
 
Segundo Marc Gunter, da Iarc, principal autor do estudo: ”descobrimos que um maior consumo de café estava ligado a um menor risco de morte por qualquer causa e especificamente por doenças circulatórias e digestivas", disse o cientista. 
 
O outro estudo foi realizado nos Estados Unidos e incluiu mais de 180 mil participantes de diversas origens étnicas do país, e encontrou benefícios à longevidade independentemente de o café ter cafeína ou ser descafeinado.
 
Os participantes que consumiam café tinham um menor risco de morrer por doenças cardíacas, câncer, derrame cerebral, diabetes e doenças respiratórias e renais. Aqueles que bebiam uma xícara por dia tinham 12% menos chances de morrer em comparação com os que não bebiam café. Já quem bebia duas a três xícaras por dia tinham o risco de morte reduzido em 18%.
 
Apesar das conclusões dos estudos, os especialistas advertem que isso não demonstra uma causa direta entre o café e os benefícios. Ou seja, não se pode dizer que o café seja realmente a razão pela qual essas pessoas pareciam viver mais. Ambas pesquisas foram de natureza observacional, mas não provaram uma relação de causa e efeito.
 
É importante também destacar que o consumo a cafeína, quando ingerida em quantidades exageradas, pode causar danos graves à saúde ou até mesmo ser fatal. Então não adianta sair por aí bebendo café sem parar.
 

Tintura para cabelo e óleo de Argan são proibidos pela Anvisa

11
07
Nesta segunda-feira, dia 10 de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de quatro lotes de tintura para cabelo Color Premium Creme Colorante Smart Extreme. De acordo com a resolução, publicada no Diário Oficial da União, a medida foi tomada após a confirmação de fraude dos produtos em questão.
 
Segundo informações da Anvisa, a Coferly Cosmética Ltda, fabricante da tintura, identificou quatro lotes do produto com características divergentes das que constam na embalagem original, o que configura falsificação. Procurada, a empresa ainda não se pronunciou sobre o assunto. 
 
Além das tinturas para cabelo, A Anvisa determinou a proibição de todos os lotes do produto Argan Oil, da marca Jhor’s. Segundo a resolução, o produto fabricado pela empresa Antonia Lóide Palmiero Martins era comercializado sem registro sanitário e deve ser recolhido do mercado. A fabricante também não se manifestou sobre o assunto.
 
Veja os lotes dos produtos proibidos pela Anvisa:
 

OMS alerta para disseminação de supergonorreia

10
07

O sexo oral e a diminuição do uso de preservativos estão ajudando a disseminar uma superbactéria da gonorreia e a torná-la cada vez mais difícil de ser tratada. A Organização Mundial de Saúde (OMS), alertou que o tratamento está cada vez mais difícil e, em alguns casos, impossível. Isso porque a doença sexualmente transmitida (DST) está rapidamente desenvolvendo resistência a antibióticos. Especialistas dizem que a situação está “bastante complicada” com poucos medicamentos à vista.

 

Outro fato agravante foi a falta de investimento da indústria farmacêutica no combate a essa doença e, portanto, os novos remédios que chegam ao mercado são escassos. Para um dos produtos tradicionalmente usados, o ciproflaxacino, casos de resistência já foram registrados em 97% dos países avaliados pela OMS. Hoje, apenas um remédio é considerado como eficiente, o ESC.

 

De acordo com a entidade, cerca de 78 milhões de pessoas são contaminadas a cada ano pela doença. Em um levantamento realizado em 77 países, a OMS constatou que a resistência é “generalizada”. Trata-se de uma bactéria muito ‘inteligente’ e, cada vez que um novo antibiótico é introduzido, ela se torna mais resistente.  

 

Em pelo menos três casos, a gonorreia não teve cura. Dois deles foram registrados na Europa, na Espanha e na França, e outro no Japão. Em apenas 15 anos, a comunidade médica já foi obrigada a mudar de tratamento três vezes diante da ineficiência dos produtos e da resistência desenvolvida. Hoje, a agência de saúde considera que o cenário é “muito preocupante”.

 

A infecção de gonorreia pode afetar as partes genitais e até aumentar o risco de HIV, mas é o impacto da bactéria instalada na garganta, proveniente do sexo oral, que mais preocupa no que se refere à capacidade da doença em sofrer uma mutação. Segundo os especialistas, na garganta aumenta o risco de o micro-organismo desenvolver resistência a antibióticos, já que estes medicamentos são administrados em menor dosagem para infecções nesta área do corpo repleta de bactérias – entre as quais algumas que desenvolveram a resistência a drogas.

 

Obesidade pode aumentar casos de diabetes e pressão alta

07
07
A obesidade aumentou 60% na última década entre os brasileiros, segundo dados do Vigitel, um estudo do Ministério da Saúde. O levantameno entrevista brasileiros acima dos 18 anos das capitais para saber sobre alimentação, hábitos, diagnóstico e comportamentos que possam contribuir para doenças crônicas.
 
E junto com a obesidade, aumentaram os casos de diabetes e pressão alta. O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5% em 2006 para 8,9% em 2016 e o de hipertensão de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016.
 
É importante lembrar que a hipertensão não dá sintomas, é uma doença silenciosa. E algumas mudanças simples e baratas ajudam a ter uma vida mais saudável. Alimentos como frutas, legumes, arroz, feijão, saladas frescas, ainda são as melhores opções para a saúde. Eles tem mais substâncias benéficas preservadas, livre de processos, ingredientes e aditivos que fazem os sensores da saciedade do cérebro não funcionarem direito. 
 
Por isso, se você não tiver como fazer sua própria comida para levar para o trabalho, não tiver como comer em casa, as melhores opções continuam sendo os restaurantes por quilo.
 

Gravidez na adolescência diminui no Brasil

06
07
Nos últimos dez anos, o Brasil registrou uma queda nos registros de cerca de 20% nos casos de gravidez na adolescência: em 2004 nasceram cerca de 660.000 bebês, já em 2015 esse número caiu para 545.000 nascimentos.
 
Os esforços dos profissionais e do poder público com políticas de educação sexual, distribuição de preservativos, pílulas anticoncepcionais e dispositivo intra-uterinos nas unidades de saúde contribuíram significativamente para esse resultado. 
 
Mesmo assim, há muito o que avançar para diminuir essa estatística, já que na maioria das vezes, a gravidez na adolescência é indesejada. O que os especialistas alertam é que precisa haver também um acompanhamento psicológico das mães adolescentes, já que muitas, ao se depararem com a situação, podem optar por um aborto, o que põe a vida delas em risco. Além de que a posição de cada família é muito variável, com acolhimento ou abandono da criança.
 
Além das questões sociais e psicológicas, clinicamente a adolescente grávida pode enfrentar problemas mais frequentes, como hipertensão, restrição do crescimento do bebê e trabalho de parto prematuro. Por isso, em diferentes instâncias públicas e da iniciativa privada, discute-se formas efetivas para evitar que uma gestação ocorra nesse período tão importante para essas meninas.
 

Crianças inteligentes tendem a viver mais

05
07
Crianças inteligentes tendem a viver que os colegas menos dotados, de acordo com um novo estudo publicado no periódico científico British Medical Journal. Aquelas que têm um QI mais alto podem ter um menor risco de morrer de doenças cardíacas, doenças respiratórias, câncer e derrame na terceira idade.
 
Os pesquisadores acompanharam mais de 65.000 pessoas que, aos 11 anos de idade, fizeram parte do estudo The Scottish Mental Survey, em 1947, para descobrir que influência a inteligência poderia ter na longevidade. Aos 79 anos, as pessoas que tinham um QI mais alto na infância apresentaram menor risco de morte do que as outras. Cada 15 pontos acima da média de QI (ou seja, acima de 100), foi associado a um risco 28% menor de morte em decorrência de doenças respiratórias, 25% menos chance de morrer de doença arterial coronariana e 24% menos risco de derrame.
 
Além das doenças, essas pessoas também apresentaram menos tendência a lesões, doenças digestivas e degenerativas, como o Alzheimer. Os 15 pontos adicionais também podem reduzir o risco de câncer de bexiga em 19%, de câncer de pulmão em 25% e câncer de intestino em 11%.
Outros fatores
 
Os riscos reduzidos foram observados até mesmo considerando os fatores que poderiam influenciar os resultados, como a idade, sexo e classe social. Na verdade, segundo a pesquisa, condições de vida como o desemprego, a superpopulação e outros fatores são responsáveis por apenas 30% da relação entre QI e mortalidade.
 

Chocolate melhora o sono e a memória

04
07
Você costuma ter problemas com insônia ou lapsos de memória? Talvez a solução esteja mais perto do que você imagina! Segundo um novo estudo da Universidade de L’Aquila, na Itália, o chocolate pode ajudar a melhorar o sono e a saúde do cérebro.
 
De acordo com os pesquisadores, substâncias presentes no cacau, conhecidas como flavonoides, melhoram a atenção, a rapidez do processamento cerebral, a memória de trabalho e a fluência verbal em pessoas mais velhas. Essas substâncias são compostas por propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que combatem os radicais livres.
 
A equipe de cientistas explorou o que acontece com o cérebro algumas horas após ter ingerido flavonoides provenientes do cacau. Os participantes que haviam ingerido chocolate obtiveram melhor desempenho em testes de memória e maior habilidade e rapidez nos testes visuais. Esses efeitos podem variar de cinco dias até três meses.
 
No entanto, os benefícios foram mais pronunciados em adultos mais velhos e idosos, com um declínio de memória inicial. Nas mulheres, o alimento também mostrou-se eficaz em reduzir alguns dos efeitos do cansaço após uma noite mal dormida.
 
Ainda de acordo com os pesquisadores, os resultados podem ser promissores para pessoas que sofrem de privação crônica do sono ou que têm períodos alternados de trabalho. Os cientistas acreditam ainda que os flavonoides podem, um dia, ajudar a tratar pessoas em estado de vulnerabilidade.
 
Proxima
 

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