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NOTÍCIAS

Ministério da Saúde anuncia plano para acabar com a Tuberculose

30
06
O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (29) o plano nacional pelo fim da tuberculose. O documento, que teve edição preliminar publicada em fevereiro, está pronto e será enviado aos municípios.
 
Com uma classificação diferente de acordo com as condições de cada cidade (dois grupos e oito subgrupos), o ministério propõe ajustes nas políticas de saúde contra a doença nas unidades de saúde, de acordo com a realidade e as dificuldades de cada município. Não deverá ocorrer nenhuma ação nacional em específico, no entanto.
 
Com isso, o governo pretende atingir a meta de menos de 10 casos por 100 mil habitantes, e menos de 1 óbito por 100 mil habitantes, até o ano de 2035. O plano deve seguir o compromisso de reduzir a incidência da doença na população mundial, proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
Em 2016, o Brasil registrou 69,5 mil casos novos de tuberculose. Os estados mais afetados pela doença são o Amazonas e o Rio de Janeiro, com 68,2 e 63,8 casos por 100 mil habitantes.
 

Anvisa aprova imunoterapia como 1ª opção para tratar câncer de pulmão

29
06
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o uso de um medicamento de imunoterapia como primeira opção terapêutica para pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células avançado. O remédio pembrolizumabe, que já podia ser usado como segunda opção de tratamento, agora passa a ser autorizado como primeira linha. Esta é a primeira imunoterapia com benefício de sobrevida global comprovado.
 
A aprovação é considerada um grande avanço porque, há décadas, o padrão de tratamento para a doença tem sido a quimioterapia. De acordo com a fase 3 do estudo Keynote-024, que serviu de base para a análise da Anvisa, o imunoterápico mostrou resultados superiores.
 
O câncer de pulmão de não pequenas células é o tipo mais comum na população, correspondendo a 85% de todos os casos registrados de câncer de pulmão. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa para o Brasil é de 30 mil novos diagnósticos de câncer de pulmão este ano.
 
No estudo foi registrado benefício clínico significativo a partir do uso de pembrolizumabe, na dose de 200mg, a cada três semanas, se comparado à quimioterapia. Os principais resultados mostram que aqueles que receberam a imunoterapia reduziram em 50% o risco de progressão da doença; e reduziram em 40% o risco de morte por qualquer causa, quando comparados ao grupo de terapia padrão com quimioterapia. Além disso, 80% dos pacientes do grupo do pembrolizumabe permaneceram vivos após seis meses de tratamento, em comparação com 70% do grupo da quimioterapia.
 

Sexo melhora o funcionamento do cérebro

28
06

Segundo um novo estudo publicado no periódico científico Journals of Gerontology, fazer sexo pode fazer bem ao cérebro, principalmente para quem já passou dos 50 anos. Os pesquisadores descobriram que quanto maior a frequência das relações sexuais, melhor é a fluência verbal e consciência visual de pessoas com mais de 50 anos. Apesar disso, a prática não influenciou a qualidade da memória ou sua atenção.

 

Segundo Hayley Wright, principal autora do estudo, “As pessoas não gostam de pensar que as pessoas mais velhas têm relações sexuais, mas precisamos desafiar essa concepção a nível social e analisar o impacto que a atividade sexual pode ter nos mais velhos, além dos efeitos sobre a saúde sexual e o bem-estar geral.”, disse ao jornal britânico Daily Mail.

 

A equipe de pesquisa da Universidade de Oxford e Universidade Coventry, no Reino Unido, analisou a vida sexual e a cognição de 28 homens e 45 mulheres, com idade entre 50 e 83 anos. Os participantes completaram questionários sobre suas atividades sexuais do ano anterior. Além disso, participaram de testes para avaliar o funcionamento do cérebro, incluindo a capacidade vocabular. Para isso, eles precisaram nomear o maior número de animais possível, dentro de um minuto. Depois, o número de palavras que começassem com a letra F. Para avaliar a capacidade visual, eles precisaram observar um desenho complexo e a face de um relógio, memorizá-los e copiá-los em um papel.

 

Os resultados revelaram que aqueles que mais faziam sexo se saíam melhor nos testes de fluência verbal. Eles também eram mais capazes de lembrar os objetos e espaço entre eles. Apesar disso, a atenção e a memória não se mostraram diferentes dos que não praticavam.

Os cientistas não chegaram a uma conclusão sobre o motivo dessa melhora no funcionamento do cérebro dos idosos. “Só podemos especular se esses resultados são conduzidos por elementos sociais ou físicos, mas uma área que gostaríamos de pesquisar ainda mais são os mecanismos biológicos que [o sexo] pode influenciar”, disse Hayley.

 

 

 

ANS propõe que planos de saúde cubram 15 novos procedimentos

27
06

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) colocou em consulta pública uma proposta para que os planos de saúde passem a cobrir 15 novos procedimentos médicos. Entre as inclusões, estão o tratamento de câncer de ovário via laparoscópica e o exame de toxoplasmose em líquido amniótico. Além dos novos procedimentos, também há propostas de alterações de diretrizes de utilização já existentes, como o uso do medicamento natalizumabe para tratar esclerose múltipla.

 

A proposta de revisão do Rol de Procedimetnos e Eventos em Saúde estará em consulta pública até o dia 26 de julho e deve entrar em vigor em 2018. Ela foi elaborada a partir de 171 solicitações de alteração do Rol discutidas por um grupo técnico.

 

Confira abaixo a lista com os procedimentos:

 

PROCEDIMENTOS AMBULATORIAIS

 

 

ALK – Pesquisa de mutação: Exame para detecção de proteína que pode estar presente em pacientes com câncer de pulmão que auxilia na definição do melhor tratamento a ser ofertado ao paciente.

 

Angio-RM arterial de membro inferior: Exame diagnóstico não invasivo realizado em equipamento de ressonância magnética para análise das artérias dos membros inferiores.

 

Angiotomografia arterial de membro inferior: Exame diagnóstico não invasivo realizado através de tomografia computadorizada para análise das artérias dos membros inferiores.

 

Aquaporina 4 (Aqp4) - pesquisa e/ou dosagem: Exame para detecção de anticorpos antiaquaporina que auxilia na diferenciação entre a neuromielite óptica e a esclerose múltipla.

 

Elastografia hepática ultrassônica: Exame não invasivo para o diagnóstico da fibrose hepática.

Radiação para cross linking corneano: Procedimento para tratamento do ceratocone (doença que afeta a córnea).

 

Ressonância magnética (RM) fluxo liquórico: Exame diagnóstico não invasivo para quantificar o fluxo do líquido cefalorraquidiano (LCR).

 

Terapia imunoprofilática com Palivizumabe para o vírus sincicial respiratório (VSR): O palivizumabe é uma imunoglobulina ou anticorpo específico que atua contra o vírus sincicial respiratório (VSR).

 

Toxoplasmose - Pesquisa em Líquido Amniótico por PCR: Teste específico e sensível para diagnóstico da toxoplasmose.

 

PROCEDIMENTOS HOSPITALARES

 

Ablação percutânea por radiofrequência para tratamento do osteoma osteóide: Procedimento orientado por métodos de imagens, que se utiliza de agulhas especiais para provocar dano celular por ação térmica a células de tumor ósseo benigno. Cirurgia laparoscópica do prolapso de cúpula vaginal: Procedimento para restaurar o suporte pélvico.

 

Neossalpingostomia distal laparoscópica (exceto para reversão de laqueadura tubária): Procedimento para desobstrução, por laparoscopia, das tubas uterinas.

 

Recanalização tubária laparoscópica (exceto para reversão de laqueadura tubária): Procedimento para restaurar, por laparoscopia, a permeabilidade das tubas uterinas.

 

Refluxo vésico-ureteral tratamento endoscópico: Tratamento endoscópico para corrigir o refluxo vesicoureteral, visando preservar a função renal, minimizando o risco de pielonefrite.

 

Tratamento de câncer de ovário (debulking) via laparoscópica: Ressecção/debulking de massa tumoral maligna ovariana por via laparoscópica.

 

Cerveja pode ser mais eficaz que o paracetamol no alívio da dor

26
06

“Beber para curar os males” pode finalmente ter uma explicação científica. De acordo com um estudo publicado recentemente, beber um copo de pouco mais de meio litro de cerveja, , é mais eficaz no alívio de dores do que tomar analgésicos, como o paracetamol.

 

Depois de analisarem dezoito estudos, pesquisadores da Universidade de Greenwich, no Reino Unido, descobriram que duas canecas de cerveja podem diminuir as dores em 25%. Ao elevar o nível de álcool no sangue, em aproximadamente 0,08%, o corpo reduz o limiar de intensidade da dor.

 

Segundo os pesquisadores, a descoberta sugere que o álcool é um analgésico efetivo que oferece reduções clinicamente revelantes dos níveis de intensidade da dor, o que pode explicar o abuso de bebidas alcoólicas entre aqueles com dores constantes, apesar das possíveis e graves consequências a longo prazo.

 

Ainda não está claro se o álcool reduz a sensação de dor porque realmente afeta os receptores do cérebro ou apenas porque diminui o nível de ansiedade, o que faz com que a dor não seja tão ruim. Trevor Thompson, principal autor da pesquisa, disse que “O álcool pode ser comparado a drogas opioides, como a codeína, e seu efeito é ainda mais poderoso que o do paracetamol”.

 

Apesar dos resultados, os especialistas ressaltam que o consumo de álcool não faz bem à saúde e o estudo não é um incentivo ao aumento da ingestão da bebida. O consumo excessivo do álcool pode causar muito mais problemas a longo prazo. Se você sente dores, o melhor é consultar seu médico.

 

 

Próteses de silicone podem atrapalhar exames cardíacos

23
06
É o que diz um novo estudo, apresentado pela Sociedade Europeia de Cardiologia. Os implantes tornariam a realização de eletrocardiogramas (ECG) mais complicados. O exame é importante para detectar anormalidades, causas de dores no peito e possíveis ataques cardíacos.
 
Os eletrodos, pequenos adesivos conectados por fios a um eletrocardiógrafo digital, são colocados sobre os braços, pernas e peito do paciente. Os sinais elétricos são registrados em gráficos e impressos em um papel, avaliando a saúde dos músculos e nervos do coração.
 
Mas, segundo o cardiologista autor da pesquisa, Sok-Sithikun Bun, muitas vezes os testes feitos em mulheres com próteses não eram confiáveis devido à interferência dos implantes na medição. Para os testes, 48 mulheres saudáveis com idade entre 30 e 49 anos e sem problemas cardíacos foram examinadas. Entre elas, 28 tinham implantes e 20 não tinham. Em seguida, os resultados foram interpretados por dois cardiologistas sem envolvimento no estudo, sem conhecimento sobre as próteses de silicone ou qualquer relacionamento com as participantes.
 
Segundo o cardiologista, essas leituras erradas podem confundir os médicos e levá-los a um diagnostico precoce de doenças cardíacas ou complicações que não existem de fato. Para fugir disso, outros exames precisam ser feitos, além do ECG, para confirmar ou descartar as possibilidades.
 

Câmara aprova projeto que libera remédios para emagrecer

22
06

A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana um projeto de lei que autoriza a produção, a venda e o consumo, sob prescrição médica, de remédios que tenham na composição as substâncias sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol, utilizadas para emagrecimento.

 

A matéria segue agora para a sanção do presidente Michel Temer. O texto já havia sido aprovado pela Câmara e foi alterado quando passou pelo Senado. Por isso, precisou de nova votação pelos deputados.

 

O uso dessas substâncias chegou a ser proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2011, sob a argumentação de que o consumo desses remédios pode causar problemas cardíacos nos pacientes. Um decreto legislativo de 2014, no entanto, suspendeu a proibição.

 

Como a proibição foi suspensa, a Anvisa publicou uma nova norma autorizando a produção, comercialização e consumo, com prescrição médica, desses remédios, desde que respeitadas limitações de quantidade. A agência, no entanto, aumentou os mecanismos de controle.

 

O órgão definiu que, para o remédio ser vendido, a receita deve ficar retida nafarmácia e o médico deve assinar um termo de responsabilidade. Além disso, o paciente também deve assinar um documento afirmando que conhece os riscos que essas substâncias podem causar.

Após a decisão da Câmara, a Anvisa divulgou uma nota e disse que irá recomendar o veto do projeto de lei ao presidente Michel Temer. A agência disse que vê "com preocupação" a decisão da Câmara.

 

O projeto inclui uma regra que obriga que os medicamentos para emagrecimento devem fazer parte da classificação tarja preta, ou seja, só podem ser comercializados mediante retenção de receita de cor azul.

 

Cientistas testam vacina contra colesterol para prevenir doenças cardíacas

21
06
Depois de testes bem-sucedidos com camundongos, uma vacina que reduz o colesterol será testada em humanos. Ela foi desenvolvida para evitar que depósitos de gordura obstruam as artérias e seria uma alternativa a pacientes que tomam diariamente comprimidos para reduzir o risco de derrame, angina e doenças do coração.
 
Pesquisadores da Universidade Médica de Viena irão avaliar a segurança do tratamento experimental em 72 voluntários. Ainda levará pelo menos seis anos de testes para saber se o tratamento é seguro e eficiente o suficiente para uso em humanos.
 
Mesmo que se torne disponível ao público, a vacina não deveria ser vista como uma desculpa para que pessoas evitem exercícios físicos e adotem uma alimentação com alto nível de gordura, alertam os pesquisadores. A vacina ajuda o sistema imune do corpo a evitar que o colesterol ruim o LDL, se acumule na corrente sanguínea.
 
O tratamento reduziu o LDL em 50% em camundongos, num período de 12 meses e pareceu proteger contra o acúmulo de depósitos de gordura nas artérias (aterosclerose)."Embora testada apenas em camundongos até o momento, essa vacina poderia levar a uma maneira simples de combater o colesterol alto e, em última instância, reduzir o risco de doenças do coração nas pessoas."
 

Febre na gravidez pode aumentar risco de autismo

20
06
A Febre durante a gravidez pode aumentar o risco do desenvolvimento de Transtorno do Espectro Autista (TEA) na criança, indica um estudo liderado por cientistas do Centro de Infecção e Imunidade (CII) da Universidade de Colúmbia, EUA. De acordo com a pesquisa, o efeito da febre foi mais pronunciado no segundo trimestre, elevando as probabilidades de TEA em 40%. Já os filhos de mulheres que relataram três ou mais episódios de febre após a décima segunda semana de gravidez tiveram um risco de autismo aumentado em mais de 300%.
 
O estudo é o mais robusto até agora a explorar o risco de autismo associado a febres em toda a extensão da gravidez e da capacidade de dois tipos diferentes de medicamentos antifebre comumente utilizados - paracetamol e ibuprofeno - para lidar com esse risco. Os riscos foram minimamente mitigados entre os filhos de mulheres que tomaram acetaminofeno para a febre no segundo trimestre. 
 
Embora não tenham havido casos de TEA entre crianças de mães que tomaram ibuprofeno, uma droga anti-inflamatória não esteroide, os pesquisadores não puderam verificar se o risco foi mitigado devido ao número extremamente pequeno de mulheres que usam esse medicamento em particular para a febre. Os resultados do estudo aparecem nesta terça-feira no periódico científico.
 
Uma revisão de estudos realizados na Ásia, Europa e América do Norte identificou que a prevalência média dos transtornos do espectro autista está entre 1% e 2%.
 

Vacinação contra o HPV tem faixa etária ampliada para meninos

18
06
Para atender a decisão do Ministério da Saúde, a Secretaria de Promoção da Saúde de Blumenau vai ampliar, a faixa etária da vacina contra o HPV para meninos, passando de 12 a 13 anos para 11 a 14 anos.
 
A imunização, também destinada às meninas com idade entre 9 e 14 anos, portadores de HIV/Aids, indivíduos submetidos a transplantes de órgãos sólidos, transplantes de medula óssea e pacientes oncológicos com idade entre 9 e 26 anos, é de extrema importância, pois auxilia na prevenção dos tumores do colo de útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe, refletindo diretamente na redução dos casos de HPV, bem como nas mortes provocadas pelo vírus.
 
Utilizada como estratégia de saúde pública em cerca de 100 países, a vacina contra o HPV tem 98% de eficácia, é segura e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A Vigilância Epidemiológica enfatiza que há doses disponíveis em toda rede, mas alerta que a procura no município tem sido muito abaixo das expectativas.
 
A imunização pode ser realizada em um dos sete Ambulatórios Gerais ou em unidades de Estratégia Saúde da Família (ESF) que possuem salas de vacinação.
 

Anvisa autoriza remédio contra insônia inédito no país

16
06

O Ministério da Saúde reconheceu em Outubro do ano passado que a sífilis estava fugindo do controle e decretou uma epidemia da doença. Desde 2010, quando os, foram notificados quase 228 mil casos novos no país. Entre 2014 e 2015 houve um aumento de 32% nos casos de sífilis entre adultos – e mais de 20% em mulheres grávidas. A maior parte dos casos está na região Sudeste (56%), a mais urbanizada e desenvolvida do País. Em 2015 tivemos 6,5 casos de bebês infectados a cada mil nascidos vivos. Esse valor é 13 vezes maior do que o considerável aceitável pela Organização Mundial da Saúde.

 

Em Santa Catarina o número de casos de sífilis avança de forma acelerada. Em 2016, 8.228 pessoas foram diagnosticadas com a doença, um aumento de 40% em relação aos 5.863 casos notificados no ano anterior. O Estado também registrou aumento de 13,5% nos casos de sífilis congênita - contágio da mãe infectada para o bebê durante a gravidez e o parto. 

 

Como pode levar à má-formação do feto e aborto, a doença preocupa ainda mais entre as gestantes. Só em 2016, a doença atingiu 554 bebês, causou 34 mortes nesta faixa etária e 18 abortos no Estado. 

 

A Sífilis é uma infecção decorrente da bactéria Treponema pallidum. Ela invade o corpo em quatro fases. Cada etapa determina o quão dominado ele está pelos micro-organismos. A primeira é rápida e dura no mínimo quatro e no máximo oito semanas e se manifesta como uma ferida indolor que desaparece sozinha. 

 

A segunda fase é ainda mais favorável para os germes. A doença volta a dar as caras entre seis semanas e seis meses após as feridas genitais desaparecerem. O infectado pode apresentar machucados pelo corpo, manchas vermelhas e lesões na palma das mãos ou dos pés.

 

A terceira fase da doença é a sífilis latente. Nesse período, que pode durar até 40 anos, ela fica reclusa e perde o caráter infeccioso, ou seja, o portador não passa mais a bactéria para outras pessoas. Nesse caso ela não apresenta sintomas aparentes. Sem tratamento adequado, a doença entra na quarta fase, que pode causar complicações mais graves como cegueira, paralisia, doenças cardíacas e cerebrais que podem tanto deixar sequelas importantes como levar à morte.

 

Apesar de parecer assustadora, a sífilis tem cura. O tratamento é realizado com antibióticos indicados por um profissional de saúde. Então, quem percebe esses sintomas deve procurar um médico. Mas a o melhor tratamento é a prevenção, com relações sexuais protegidas.

 

Anvisa autoriza remédio contra insônia inédito no país

16
06
Nesta semana a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Rozerem (ramelteona) comprimidos 8 mg. O medicamento, inédito no Brasil, é indicado para o tratamento da insônia caracterizada por dificuldade em iniciar o sono.
 
A inovação dele está no mecanismo de ação. Enquanto a maioria dos medicamentos trabalham desacelerando o sistema nervoso central, este imita a melatonina, um químico que contribui para a regulação do ciclo natural de sono-vigília (ciclo circadiano) do corpo.
 
Os cientistas por trás do desenvolvimento do remédio explicam que direcionar os receptores de melatonina pode evitar os efeitos colaterais atordoantes dos medicamentos sedativos. Porém, ensaios clínicos mostraram que o medicamento ainda causou efeitos colaterais em uma pequena parte dos pacientes, como sonolência diurna e tonturas. Também foi associado a níveis hormonais alterados, que podem causar efeitos colaterais sexuais.
 
A insônia, é considerada uma doença altamente prevalente que afeta de 10% a 25% da população em geral.
 

Obesidade atinge mais de 10% da população mundial

14
06
O sobrepeso, sem necessariamente ser considerado obesidade, tem causado a morte de milhões de pessoas no mundo. Além disso, mais de 2 bilhões de adultos e crianças, o que corresponde a 30% da população mundial, sofrem de problemas de saúde relacionados ao excesso de peso. 
 
Os dados são do estudo Fardo Global das Doenças, o maior já realizado sobre o tema, publicado recentemente no periódico científico New England Journal of Medicine. Segundo os especialistas, o problema é uma crescente e perturbadora crise de saúde pública global.
 
A equipe de pesquisa é composta por 2.300 especialistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e reuniu números de 195 países, utilizando dados coletados em 1980 e 2015. Os resultados mostraram que, nesse período, aproximadamente 4 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas ao sobrepeso, principalmente problemas cardíacos. No entanto, apenas 60% eram consideradas obesas, ou seja, com índice de massa corporal (IMC) superior a 30. Os outros 40%, cerca de 1,6 milhão de pessoas, estavam acima do peso, IMC entre 25 e 29,9, mas não tinham classificação para obesidade.
 
Desde 1980, o número de pessoas obesas dobrou em mais de 70 países e tem crescido cada vez mais na maioria dos outros. Embora a prevalência da obesidade infantil tenha sido menor que entre os adultos, em muitos países, a taxa de crianças obesas  foi maior que a dos adultos.
Entre os 20 países mais populosos, o maior em nível de obesidade entre crianças e jovens foi os Estados Unidos, com quase 13%.
 
No Brasil, assim como na maioria dos países, a prevalência da obesidade em mulheres foi maior do que em homens. No entanto, considerando a população mais jovem, a quantidade de meninos obesos foi maior do que a de meninas.
 

Consumo de álcool, mesmo que moderado, por afetar o cérebro

13
06

O consumo de álcool, inclusive em níveis moderados, é associado com um aumento do risco de danos cerebrais e de deterioração cognitiva, segundo um estudo publicado na revista médica "The British Medical Journal”.

 

Os autores alegaram que diversos estudos analisaram as consequências nocivas para o cérebro de uma ingestão excessiva de álcool, mas muito poucos sobre um consumo moderado. Por isso, eles examinaram as consequências positivas, negativas ou nulas na estrutura e na função do cérebro.

 

550 homens e mulheres saudáveis participaram do estudo, e foram analisados os dados deles sobre ingestão semanal de álcool e seu rendimento cognitivo médio durante 30 anos. Foram levados em conta vários fatores que poderiam ter influenciado nos resultados, como idade, sexo, educação, classe social, atividade física e social, tabagismo, risco de acidente vascular cerebral e antecedentes médicos.

 

Após ajustar estes fatores, os pesquisadores descobriram que um maior consumo de álcool durante o período estudado foi associado com um maior risco de atrofia do hipocampo - uma forma de dano cerebral que afeta a memória e a navegação espacial.

 

Enquanto aqueles que consumiam mais de 30 unidades por semana estavam no grupo de risco mais alto em comparação com os abstêmios, mesmo aqueles que bebiam moderadamente (14 a 21 unidades por semana) tinham três vezes mais probabilidades de ter atrofia do hipocampo em comparação com os que não consumiam nada.

 

Como ficar jovem por mais tempo e chegar bem aos 80, 90 anos?

12
06
Alguns alimentos são considerados fonte de juventude, mas eles não fazem isso sozinhos. O corpo precisa de cuidados, mas o cérebro também. Escrever, caminhar, jogar baralho e aprender a tocar um instrumento podem ajudar o cérebro a ficar mais jovem.
 
Os hábitos podem ajudar a ter uma vida mais longa e saudável. A alimentação é muito importante. Por isso, o ideal é comer alimentos protetores do envelhecimento, que são os antioxidantes, que retardam o envelhecimento das células.
 
Aposte em alimentos com a cor roxa, que contêm substâncias chamadas antocianinas. Elas são boas para os vasos sanguíneos e ajudam a manter a saúde do coração e cérebro. Entre os alimentos estão a batata doce roxa, uvas, repolho roxo e a beringela berinjela, por exemplo.
 
A atividade física também ajuda o cérebro. Quando praticamos uma atividade de intensidade moderada, os músculos produzem uma proteína, que cai na corrente sanguínea, vai para o cérebro e age nas conexões dos neurônios, melhorando as sinapses. Quando exercitamos o cérebro, o protegemos de toxinas que podem levar ao processo demencial, como Alzheimer, e preservamos a memória recente.
 
Para que nosso cérebro tenha benefícios efetivos é preciso aprender com qualidade. O bom treinamento exige foco e atenção, exercício desafiador, recompensa e repetição.
 

Câncer tem 90% de chances de cura se for detectado logo no início

09
06

Lidar com o impacto da notícia de um diagnóstico de câncer não é nada fácil, mas nem sempre a situação é tão ruim quanto parece. Segundo os oncologistas, as chances de cura chegam a 90% quando o câncer é detectado logo no início. Nos casos mais avançados, as chances diminuem, mas as terapias atuais ajudam. 

 

O médico é responsável, além de realizar o tratamento, de manter a esperança no paciente e incentivá-lo a se manter firme na briga. Os cânceres mais curáveis são o de próstata e o de mama.

 

O tratamento do câncer é como um barco com três remos: equipe médica, paciente e família. Todos têm que remar juntos contra a doença. Muitas vezes o mar pode estar revolto, e é preciso passar por uma arrebentação, mas o importante é saber que há um caminho a ser trilhado e será preciso viver cada momento.

 

O paciente com câncer é um ser ativo no processo de cura e precisa colaborar fazendo uma dieta saudável, exercícios físicos e o tratamento. A família é importante porque é o apoio e o equilíbrio e a equipe médica dá o suporte para o tratamento.

 

 

Casamento contribui para uma vida mais longa

08
06
A ciência já mostrou que o casamento traz diversos benefícios para a saúde, como proteção da saúde cardíaca, redução de dores e até no tratamento contra o câncer. Agora, um novo estudo sugere que aqueles que tem um parceiro na saúde e na doença podem ter uma vida mais longa e saudável também.
 
A pesquisa, realizada no Reino Unido pela Universidade de Aston, mostrou que pessoas casadas que possuem algum dos três fatores mais comuns de risco cardíaco como pressão alta, alto nível de colesterol e diabetes tipo 2, têm chances de viver mais do que pessoas solteiras com esses problemas. O apoio entre os parceiros, segundo os especialistas, contribui para um bom estilo de vida e melhor adesão ao tratamento.
 
Os pesquisadores analisaram um banco com dados de mais de um milhão de pacientes por 13 anos. Os pesquisados tinham, em média, 60 anos de idade e cada um foi acompanhado por cerca de cinco anos. Os resultados mostraram que os participantes com alto nível de colesterol, mas que eram casados,  tinham 16% mais chance de sobreviver a esse período do que os solteiros.
 
O matrimônio também foi benéfico para pessoas com diabetes e pressão alta. No primeiro grupo, o aumento da sobrevida foi de 14% e no segundo, de 10%.
 

Blumenau recebe mais 4,5 mil doses da vacina contra a gripe

07
06

Desde segunda-feira, a Secretária de Saúde de Blumenau começou a vacinar as pessoas de todas as faixas etárias contra a gripe, atendendo a determinação do Ministério da Saúde. Agora a Prefeitura terá mais 4,5 mil doses para imunização em toda rede de saúde. A cota adicional foi disponibilizada pela Regional de Estado da Saúde e já está no município. As doses serão encaminhadas para as unidades com sala de vacinação a partir desta quarta-feira, dia 7.

 

Com mais esse lote, há nove mil unidades armazenadas, das quais 3,5 mil estão reservadas para aplicação de segunda dose em crianças. A imunização da população ocorrerá enquanto houver vacinas em estoque.

 

Ao contrário do restante do Brasil, o município de Blumenau está próximo de atingir a meta de vacinação estabelecida: 109 mil pessoas dos grupos prioritários. A última parcial divulgada pela Vigilância Epidemiológica aponta que 103 mil pessoas receberam a vacina contra a gripe, o que representa mais de 94% da meta. A imunização de idosos e mães de recém-nascidos, com 105% e 129%, respectivamente, já superou a expectativa inicial.

 

Durante a semana, os Ambulatórios Gerais estarão vacinando das 7h às 21h. Contudo, caso as doses se esgotem antes, as salas de imunização dos AGs deixarão de atender em horário estendido. A vacinação também pode ser realizada em unidades básicas de saúde que também possuam salas de vacina.

 

SUS vai oferecer novo medicamento para esclerose múltipla

05
06

Pessoas diagnosticadas com esclerose múltipla terão nova opção de tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento teriflunomida, adquirido pelo Ministério da Saúde é a novidade vai atender à pelo menos 12 mil pacientes, que já são atendidos pela rede pública. A previsão é de que o remédio esteja disponível em até cinco meses, de acordo com o órgão.

 

A nova medicação, segundo pesquisas, reduz os riscos ao paciente, além de diminuir os surtos e a progressão da doença. Ela também é considerada inédita na primeira linha de cuidado, por via oral.

 

Atualmente, o SUS oferece seis medicamentos para o tratamento da doença. Dois deles são  comumente escolhidos para início de tratamento e também considerados de baixo risco, assim como o novo, teriflunomida.

 

A Esclerose múltipla é uma doença autoimune que acomete o sistema nervoso central, causando desmielinização e inflamação. Sua manifestação é comum em adultos na faixa entre 18 e 55 anos.

 

 

Ministério da Saúde vai adotar uso preventivo de pílula anti-HIV

02
06

O Ministério da Saúde vai disponibilizar em até 180 dias a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) contra o vírus HIV. Na prática, um grupo inicial de 7 mil pessoas em grupos estratégicos deverão receber um medicamento para tomar no dia-a-dia e prevenir a infecção.

 

A estratégia envolve o uso diário do medicamento Truvada (combinação dos antirretrovirais tenofovir e emtricitabina) por pessoas que não têm o vírus. O objetivo é proteger grupos com potencial risco de infecção, como profissionais do sexo, casais em que um tem o vírus e o outro não, transexuais e homossexuais.

 

Segundo o Ministério, a pasta já investiu US$ 1,9 milhão na compra de 2,5 milhões de comprimidos, o que deve ser suficiente para atender à demanda durante um ano. Com isso o Brasil será um dos primeiros países no mundo, e o primeiro na América Latina, a adotar essa estratégia preventiva.

 

O medicamento deve estar disponível no SUS para esses grupos 6 meses.

 

 

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