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Médica oncologista fala sobre tentativa de prolongar vida de idosos em fase terminal nas UTI's

31
05

 

Ela tinha 99 anos, três derrames cerebrais e um câncer de mama em sua história de vida. Uma pneumonia seguida de rebaixamento permanente do nível de consciência (por um provável quarto derrame) a levaram à UTI, onde permanecia o tempo todo inconsciente e dependente de aparelhos para respirar, e com a desanimadora chance de menos de 1% de terminar seus dias fora dali. Não seria tão espantoso se ela fosse um caso isolado, que tinha ido parar ali por acidente, por uma avaliação médica apressada ou pela insegurança dos familiares. Mas não era. Bastava olhar para os leitos ao seu redor para entender que algo muito errado estava acontecendo.

 

O paciente à sua frente tinha quase 90 anos e um câncer de próstata avançado, com metástases ósseas disseminadas, tão magro que podíamos perceber seus ossinhos em saliências sob o lençol. Ao seu lado, uma senhora de 87 anos com insuficiência renal crônica, dependente de hemodiálise, que tinha evoluído com mais um edema pulmonar (era a quarta vez que era internada na UTI nos últimos 4 meses). Ela respirava com a ajuda de aparelhos há mais de uma semana, sem qualquer indício de que um dia poderia se livrar deles. Do outro lado, outro senhor idoso, por volta dos 90 anos, padecia de uma insuficiência cardíaca tão grave que não era possível retirar drogas vasoativas (medicações endovenosas administradas continuamente para que o coração pudesse exercer minimamente seu trabalho). Ele provavelmente nunca retornaria para sua casa, ou mesmo para um quarto comum no hospital. E era assim, dia após dia, que presenciávamos idosos com doenças irreversíveis sendo colocados na UTI para que suas vidas fossem preservadas por mais tempo. A qualquer custo.

 

Esse não é um problema brasileiro, e sim mundial. Quanto mais tecnologia disponível, maiores as chances de um idoso com uma doença grave terminar seus dias numa UTI. Não se trata de preconceito contra idosos, e nem de tentar reservar vagas de UTI para pacientes mais jovens. A questão é que a UTI, por mais moderna que seja, não pode oferecer a esses pacientes (e aos seus familiares) o que eles realmente esperam: uma vida aceitável de volta. Essas pessoas acabam se vendo inconscientes, com tubos por todos os lados, longe de tudo o que lhes é mais caro, por não oferecermos a elas o que realmente precisam: a compreensão de que suas vidas estão chegando ao fim e que a Medicina não poderá reverter esse quadro. Não é crueldade ou frieza, pelo contrário: é preciso ter uma enorme compaixão e uma preocupação genuína com o bem estar dos pacientes terminais para iniciar uma conversa que lhes permita escolher se é realmente assim que eles querem passar seus últimos dias. É preciso coragem.

 

Uma revisão recente realizada por especialistas da University of New South Wales, na Austrália, descreveu que cerca de ? dos pacientes terminais receberam tratamentos que não lhes proporcionaram qualquer benefício. Cerca de 77% receberam antibióticos desnecessários, tratamentos cardiovasculares, digestivos ou endocrinológicos não benéficos, diálise, radioterapia, exames desnecessários ou mesmo quimioterapia. Exames foram realizados até mesmo em pacientes com desejo expresso de não serem ressuscitados, caso apresentassem uma parada cardíaca.  Nada disso impediu que os pacientes viessem a falecer. Na verdade, a percepção geral é de que alguns desses tratamentos até mesmo aceleraram sua morte. Um cenário desolador.

 

Estima-se que metade dos idosos que morrem em UTIs poderia ter passado seus últimos dias em suas próprias casas, com maior conforto, e com o mesmo tempo de vida. A maior parte deles recebe tratamentos desnecessários por insistência de seus familiares, e não há muito o que os médicos possam fazer diante de uma família desesperada que se sente responsável pela preservação da vida de um ente querido. Médicos têm em suas mãos uma tecnologia quase infinita para manter corações batendo, rins funcionando, ou pulmões cumprindo sua missão. A questão é que manter um corpo em funcionamento nem sempre é sinônimo de preservar uma vida.

 

Aos 99 anos, ela entrou para essa triste estatística. Foram quase 40 dias de UTI, sem uma palavra, um abrir de olhos, uma despedida. Exatamente como muitos dos idosos que foram seus vizinhos durante esses longos e difíceis dias. Dificilmente a solução para essa realidade assustadora será rápida ou simples. Ela envolve uma compreensão ampla e contínua, tanto dos pacientes quanto dos familiares e médicos que os rodeiam, de que não é necessário lutar ferozmente contra a morte quando ela é inevitável. É mais inteligente e humano aceitá-la como parte da vida, e procurar ressignificar cada um dos nossos momentos finais. É mais coerente gastar nossas energias finais deixando legados, exprimindo nossos sentimentos para quem realmente os merece, priorizando o que nos é valioso. São essas as coisas que dão sentido às nossas vidas, e não o tempo em que mantemos nossos corações batendo.

 

UTIs são incríveis para um grande número de pacientes, que têm suas vidas restauradas e devolvidas, permitindo que voltem intactos para suas famílias e desfrutem de anos junto delas. Mas são terríveis e cruéis para aqueles que já cumpriram sua missão e cujas vidas não podem ser consertadas por tubos, drogas e aparelhos. Elas simplesmente não foram feitas para isso.

 

*Ana Lucia Coradazzi, médica oncologista clínica

 

 

Consumo de tabaco mata sete milhões de pessoas

31
05

Mais de sete milhões de pessoas morrem por ano por causa do tabaco, segundo a Organização Mundial da Saúde. A instituição avaliou o impacto do consumo da substância na saúde, na economia e no meio ambiente.

 

No início do século, o tabagismo beirava um índice de mortalidade de quatro milhões. Hoje, ele atinge mais de sete milhões de pessoas, matando metade dos fumantes e custando aos governos e populações cerca de 1,4 trilhão de dólares anuais em gastos com saúde e perda de produtividade.

 

Segundo a OMS, o cigarro e as doenças relacionadas afetam principalmente pessoas pobres. E até o fim do século, a instituição estima que o tabaco irá contabilizar mais de um bilhão de mortes no mundo.

 

Os resíduos de tabaco contêm mais de 7.000 substâncias químicas tóxicas. Só a fumaça do cigarro, por exemplo, libera milhares de toneladas de substâncias tóxicas cancerígenas e gases do efeito estufa para o meio ambiente.

 

Além da poluição pela fumaça, os resíduos das bitucas de cigarro são o tipo de lixo mais numeroso. Quase 10 bilhões dos 15 bilhões de cigarros vendidos diariamente pelo mundo não são devidamente descartados. De acordo com o relatório, as bitucas representam entre 30% e 40% dos objetos recolhidos pelos serviços de limpeza urbana.

 

Chocolate faz bem para o coração

30
05

O consumo de chocolate já se mostrou que beneficia a saúde de diversas formas. E agora um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que o consumo de quantidades moderadas pode ser bom também ao coração. 

 

Ele reduz o risco de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca que afeta cerca de 33 milhões de pessoas no mundo e está associado ao risco de derrames, insuficiência cardíaca e declínio cognitivo. Segundo os pesquisadores, esse efeito benéfico do chocolate está associado aos antioxidantes presentes no cacau, que estão presentes apenas na versão amarga. 

 

Os resultados mostram que os participantes que comiam de uma a três porções de 30 gramas de chocolate por mês tiveram uma taxa 10% menor da arritmia do que aqueles que comiam apenas uma. Já aqueles que comeram uma porção por semana tiveram uma taxa 17% mais baixa, enquanto os que comiam de duas a seis tiveram 20% menos riscos. Uma ou mais porções diárias mostraram uma taxa de fibrilação arterial 16% menor.

 

 

Brasil fica em 89º lugar em pesquisa sobre qualidade e acesso à saúde

29
05

Um estudo veio provar o que a maioria dos brasileiros, principalmente quem depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). Pesquisadores do periódico internacional “The Lancet”, fizeram o diagnóstico sobre a qualidade e o acesso à saúde no país, através das doenças que já tem cura mas que mesmo assim levam milhares de pessoas a morte todo os anos.

 

Em um índice que vai de 0 a 100 e se baseia no tratamento de 32 causas de morte evitáveis, o Brasil teve, em 2015, pontuação 64,9. É um avanço em relação à métrica de 1990, que foi de 50,1 pontos,. Porém o país fica atrás de vizinhos como Chile, Uruguai e Argentina e apenas uma colocação à frente da Venezuela. 

 

Em doenças que podem ser prevenidas com vacinação, como a difteria e o sarampo o país tem bons índices - 100 e 99 pontos, respectivamente. Mas as enfermidades mais frágeis, porém, são os distúrbios neonatais (41), infecções respiratórias no trato inferior (43) e doenças biliares e da vesícula (44).

 

O estudo estima ainda, o potencial de melhoria em um país com base em seus recursos edesenvolvimento próprios. Nesse ponto o Brasil poderia ter mais 9,8 pontos que os 64,9 em 2015 caso o país otimizasse seus recursos na área de saúde.

 

Vacinação contra a gripe é prorrogada

25
05

Vacinação contra a gripe é prorrogada

 

O Ministério da Saúde decidiu nesta quinta-feira, dia 25 de maio, prorrogar até o dia 9 de julho a campanha de vacinação contra a gripe. O motivo é a baixa procura pela imunização nos postos de saúde. 

 

Em Santa Catarina, de acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), 72,16% do público-alvo da campanha foi vacinado e o estado já registrou 11 mortes em 2017 por causa da doença. A meta é vacinar em Santa Catarina cerca de 1,3 milhão de pessoas.

 

Em Blumenau já foram 95,8 mil vacinas foram aplicadas, o que representa 88% da população priorizada. A meta para a cidade é de 109 mil pessoas vacinadas este ano. Para chegar na meta, a Prefeitura também ampliou até às 21h o horário de atendimento das salas de vacinação dos Ambulatórios Gerais da cidade.

 

Podem tomar a vacina contra a gripe na rede pública de saúde as crianças até 5 anos, idosos acima de 60 anos, mulheres que deram a luz nos últimos 45 dias, gestantes, trabalhadores da saúde, professores, indígenas e portadores de doenças crônicas.

 

 

Autoteste de HIV deve chegar ao Brasil em breve

25
05

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro do primeiro autoteste de HIV para o mercado brasileiro. O exame, denominado Action, é desenvolvido por uma empresa nacional e pode ser feito em casa em até 20 minutos. Segundo o fabricante, a eficiência dele é de 99,9%. 

 

Como todos os testes existentes, o Action só identifica a infeção depois de 30 dias após a exposição do vírus. Mas é importante destacar que o autoteste é apenas para triagem, ou seja, em caso de positivo, o paciente deve procurar um médico para que mais exames sejam feitos. Caso o resultado com o autoteste seja negativo, a recomendação é esperar 30 dias para refazer o exame.

 

Para fazer o teste devem ser coletadas coletar gotas de sangue, semelhante aos testes de medição de glicose. O sangue então deve ser misturado a um líquido reagente. O resultado aparece em linhas que indicam se há ou não a presença dos anticorpos do HIV. 

 

A expectativa é de que o Action chegue as farmácias do país a partir de junho, com o custo médio de R$ 50 para o consumidor final.

 

Consumo diário de bebida alcoólica aumenta risco de câncer de mama

24
05

Apesar de indicado para combater doenças cardiovasculares, o hábito de beber uma taça e vinho por dia pode ser prejudicial às mulheres. Basta uma taça de vinho ou de outra bebida alcoólica ao dia para aumentar os riscos de desenvolver câncer de mama, segundo um estudo do Instituto Americano para Pesquisa de Câncer e do Fundo Mundial para Pesquisa de Câncer. 

 

O estudo apontou indícios fortesde que beber o equivalente a um copo pequeno de vinho ou cerveja por dia aumenta em 5% o risco de câncer de mama pré-menopausa e em 9% nos casos pós-mepopausa. 

 

Ainda de acordo com o relatório, exercícios como corrida ou ciclismo reduzem o risco tanto de tumores. O estudo iniciou em 2010 e relacionou dieta, nutrição, atividade física e câncer de mama. 

 

Com o exercício, as mulheres pré-menopáusicas tinham um risco diminuído em 17% e as mulheres na pós-menopausa reduziam o risco em 10% na comparação.

 

ANS autoriza aumento nos planos de saúde

23
05

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou um reajuste de 13,55% nos planos de saúde a partir deste mês de maio, valendo até abril de 2018.

 

A regra atinge cerca de 8,2 milhões de beneficiários e vale para planos médico-hospitalares individuais e familiares.

 

O aumento pode ser aplicado a partir do aniversário do contrato, mas também é permitida a cobrança retroativa a essa data. Porém as operadores são obrigadas a informar o índice de reajuste no boleto de cobrança.

 

Mutação no vírus da zika pode ter ajudado na epidemia ocorrida no Brasil

22
05

Uma mutação no vírus da Zika que pode ter contribuído para provocar a epidemia que atingiu o Brasil em 2015 e 2016, que causaram um aumento significativo de casos de microcefalia.

 

Cientistas chineses identificaram a alteração que tornou a contaminação mais eficiente nos mosquitos Aedes aegypti, o que facilitou que o vírus se espalhasse mais rapidamente na população atingida.

 

Os cientistas da Universidade de Pequim introduziram as duas variantes do vírus em camundongos e depois os expuseram a picadas dos mosquitos por cinco dias. E perceberam que a variante GZ01, com alteração de aminoácido, se alimentaram com mais eficácia que nos ratos infectados com o vírus original. 

 

Esses dados fornecerem uma explicação para a rápida proliferação da doença tanto no país quanto na América Latina.

 

 
 

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